Esofagite Eosinofílica: o que é e como diagnosticar

A esofagite eosinofílica é uma doença que, apesar de replica watches UK ainda pouco discutida, tem sido cada vez mais reconhecida. Pode surgir em qualquer idade, sobretudo em crianças e adultos jovens, sendo mais comum em homens.

É caracterizada por uma inflamação na mucosa do esôfago causada por uma célula chamada eosinófilo, por isso a denominação “esofagite eosinofílica”. Ainda tem uma Breitling replica watches causa incerta, mas a hipótese de alergia alimentar continua sendo a mais aceita.

Quando suspeitar da esofagite eosinofílica?

É uma patologia de difícil diagnóstico pois os seus sintomas se confundem com os da doença do refluxo gastroesofágico. A principal forma se suspeitar é quando o paciente passa a se queixar de forma recorrente de uma sensação de impactação alimentar no esôfago. Como se ele estivesse obstruído ou mais popularmente “entalado”.

É muito comum sua a associação com asma, dermatites, rinites e eczema, pois todas estas são doenças alérgicas.

Diagnóstico

Um fato comumente observado na esofagite eosinofílica, e que também leva a suspeição desta doença, é a falta de resposta quando se adota medidas antirrefluxo. Pacientes replica Breitling watches que seguem as orientações dietéticas e fazem uso da medicação supressora da acidez gástrica e não obtém resposta clínica, são fortes candidatos a portar a esofagite eosinofílica.

Na esofagite eosinofílica é obrigatória a realização de uma endoscopia digestiva alta com biopsia de esôfago. Nesta biopsia são encontrados os eosinófilos, além de alterações inflamatórias ocasionadas pelos mesmos.

Testes de alergias alimentares são recomendados quando para se definirem possíveis gatilhos alimentares. Alternativas incluem os testes epidérmicos, o exame radioalergoadsorvente (RAST) ou a eliminação dietética.

Eliminação Dietética na Esofagite Eosinofílica

Alguns alimentos suspeitos ou chamados de “gatilhos” devem ser eliminados em grupos ou isoladamente como parte do tratamento da esofagite eosinofílica. Os mais comumente envolvidos na esofagite eosinofílica são as castanhas, o amendoim, leite, ovos, soja, trigo ou crustáceos.

Via de regra, há quatro tipos de dietas restritivas em casos de alergias alimentares.

  • Dieta 1: sem carne vermelha, suína, aves, leite, centeio ou milho
  • Dieta 2: sem carne vermelha, cordeiro, leite ou arroz
  • Dieta 3: Sem carne de cordeira, aves, centeio, arroz, cereais, milho ou leite
  • Dieta 4: Uso de fórmulas elementares a base de aminoácidos, indicadas para casos mais graves.

Tratamento

Mudanças dietéticas são fundamentais e devem ser indicadas em todos os casos de pacientes com esofagite eosinofílica.  Sabe-se que o refluxo gastroesofágico pode desencadear os sintomas, por tal motivo deve-se orientar uma dieta antirrefluxo e medicação supressora de acidez gástrica.

O uso de corticoide tópico é indicado em casos de pacientes sintomáticos, principalmente com impactação alimentar. O tempo de administração da medicação é longo e deve ser determinado conforme a resposta clínica.

Pacientes que têm estenose (estreitamento) esofágica podem precisar de dilatação utilizando balão esofágico. Nestes pacientes a manifestação mais comum é a disfagia baixa, ou seja, sensação de que o alimento pára no esôfago.

A questão principal na esofagite eosinofílica é o seu diagnóstico precoce. O tratamento o quanto antes instituído previne complicações e diminui a morbidade desta patologia. Este artigo não tem a função de substituir a presença de um profissional. Nunca é demais lembrar que, em caso de suspeita de esofagite eosinofílica,  deve-se procurar de imediato o acompanhamento de um gastroenterologista.

Hepatite Medicamentosa: Um Alerta

Muito pouco se comenta, mas a hepatite medicamentosa é uma doença cada vez mais diagnosticada. E quando se fala em automedicação, a população brasileira talvez seja a campeã mundial, pois a frequência de uso de medicamentos de forma não indicada tem aumentado de forma alarmante.

Parentes, o colega de treino ou o balconista da farmácia replica Rolex se tornaram corriqueiros prescritores, o que aumenta a incidência desta doença. Mais de 900 medicamentos orais e injetáveis, toxinas e ervas foram relatados como causadores de hepatites medicamentosa, que é uma lesão caracterizada pela inflamação e morte de células hepáticas, fato este que leva a disfunção deste órgão.

Uma estatística assustadora

Cerca de 10% dos pacientes com hepatite medicamentosa Rolex replica evoluem para óbito ou necessidade de transplante de fígado. Ou seja, em cem pessoas que consomem um determinado medicamento sem indicação ou prescrição, cerca de dez podem ter a necessidade de um transplante hepático ou morrer.

Os exames de função hepática na hepatite medicamentosa podem permanecer alterados por cerca de seis meses, em até 20% dos casos. A cirrose pode ocorrer em cerca de 3% destes pacientes. É pouco, mas a cirrose é uma doença que mata, somente é curada com transplante de fígado e, antes de matar, leva a um sofrimento descomunal.

Sintomas da Hepatite Medicamentosa

Os sintomas são altamente variáveis, pois vão desde a elevação assintomática de enzimas hepáticas até insuficiência hepática fulminante, patologia grave, letal, cujo tratamento é o transplante.

Os sintomas mais comuns na hepatite medicamentosa são:

  • Icterícia (amarelão);
  • Febre;
  • Dor abdominal;
  • Sonolência e hemorragias em casos mais graves.

Algumas patologias podem predispor a hepatite Breitling replica watches medicamentosa, pois também afetam o fígado:

  • Alcoolismo e associação com o uso de outros medicamentos;
  • Diabetes;
  • Desnutrição;
  • Obesidade e Esteatose Hepática.

Componentes relacionados a Hepatite Medicamentosa

Todo medicamento metabolizado pelo fígado, pode causar hepatite medicamentosa. Esta doença, em muitas vezes, não depende da dose do medicamento, pois pequenas doses causam a lesão. Já outros medicamentos, como o paracetamol, podem causar hepatite medicamentosa, sobretudo quando utilizado em doses mais altas.

O uso frequente e indiscriminado de anabolizantes aumentou a incidência de hepatite medicamentosa entre jovens. É válido ressaltar que a incidência de hepatites virais, sobretudo a B e a C, cresceu neste grupo devido ao compartilhamento de seringas.

Medicamentos fitoterápicos tem sua contribuição nos números da hepatite medicamentosa. Chás, como o de Confrei, podem levar a uma doença hepática pois causam obstrução de seus vasos (doença veno-oclusiva) de 19 a 45 dias após o seu consumo.

Outros chás podem ser agentes da hepatite medicamentosa:

  • Cavalinha;
  • Kava-kava;
  • Ma-huang;
  • Chá verde;
  • Valeriana;
  • Cáscara sagrada;
  • Unha de gato;
  • Chaparral.

Tratamento e Prevenção

Evitar automedicação é o primeiro passo para prevenção de hepatite medicamentosa. O conhecimento dos agentes comumente implicados e o alto índice de suspeita são essenciais pois auxiliam no diagnóstico e no estabelecimento de uma terapêutica precoce. Um banco de dados útil para pesquisa de fármacos correlacionados a hepatite medicamentosa é o Liver Tox.

Ao primeiro sinal de doença hepática deve-se procurar de imediato um pronto atendimento, pois é uma doença grave. A internação hospitalar, quando indicada, deve ser feita com acompanhamento de uma equipe multidisciplinar (gastroenterologista/hepatologista infectologista, clínico e equipe de terapia nutricional) em um hospital que possua um centro de terapia intensiva.

Procure sempre um médico, pois este é o profissional capacitado a lhe auxiliar. Informe-o sobre qualquer medicamento ingerido, pois isso auxilia o monitoramento dos sinais clínicos e os exames laboratoriais. Quando qualquer sintoma de qualquer doença não melhora, a indicação é rever o diagnóstico para se estabelecer uma nova conduta. Nunca use medicamentos sem indicação médica. O bom senso, adequada utilização de informações e autocuidado são atitudes fundamentais pois levam a uma vida plena e a prevenção de doenças.

Entendendo o H.pylori

O Helicobacter pylori ( H.pylori )  é uma bactéria responsável pela formação de gastrites e úlceras. A infecção por esta bactéria está também relacionada ao câncer gástrico (adenocarcinoma) e ao linfoma gástrico de baixo grau.

Na verdade este microorganismo é o causador da infecção crônica bacteriana mais comum do mundo. Ela pode ser adquirida na infância, replica watches mas é mais comum em adultos. Cerca de 50% dos indivíduos com 60 anos nos Estados Unidos estão infectados pelo H. pylori.

Qual é a forma de contágio?

A transmissão pode ser oro-oral ou fecal-oral e por isso são comuns infecções em pessoas que convivem num mesmo ambiente. Profissionais de saúde, sobretudo gastroenterologistas e endoscopistas tem um risco maior de contrair esta infecção.

Sem pânico, não há necessidade de viver em bolhas. Medidas de higiene, como lavar bem as mãos e higienizar bem os alimentos antes de consumi-los, são maneiras eficazes para se evitar esta infecção.

Como o H.pylori sobrevive no estômago?

Esta bactéria se adaptou através de mecanismos evolutivos ao ambiente ácido do estômago.

Audemars Piguet replica Quando ela infecta uma região do estômago chamada antro, pode ocorrer um aumento da acidez gástrica o que pode ocasionar úlceras. Quando a infecção é predominantemente no corpo gástrico, outra região do estômago, há uma redução no tamanho e funcionalidade das células gástricas, o que é chamado de atrofia.

A amônia que é produzida por esta bactéria, permite que ela sobreviva ao ambiente ácido do estômago, mas também causa uma lesão na barreira de muco, outro fator que pode levar a formação de úlceras.

Diagnóstico

A infecção pelo H.pylori pode ser detectada por testes endoscópicos e pela biopsia da mucosa gástrica.

A dor abdominal e a queimação são sintomas relacionados a gastrite e úlcera. A presença da bactéria, sem haver lesões na mucosa gástrica, geralmente não causa sintomas. Carências vitamínicas podem ocorrer, pois esta bactéria, por causar uma atrofia nas células gástricas, replica Hublot watches  leva e secreção inadequada de uma substância que permite a absorção de nutrientes pela mucosa intestinal.

Um teste eficaz na detecção da infecção pelo H.pylori é o teste respiratório com ureia marcada com carbono 14 ou 13. Este teste é útil para controle de cura após o tratamento e evita a repetição de uma endoscopia num período curto de tempo.

Exames sorológicos não são muito utilizados para diagnóstico desta infecção, pois podem ser positivos mesmo com a bactéria erradicada.

Como, quando e quem tratar?

A infecção pelo H.pylori é tratada com esquemas de associação de antibióticos e antiácidos, geralmente os inibidores de bomba protônica, como o omeprazol ou lansoprazol.

Todo paciente com úlcera, erosões gástricas, gastrite ou mesmo câncer deve ser tratado. Há muita controvérsia em se tratar pacientes assintomáticos. Mas a influência do H.pylori no surgimento do câncer gástrico tem levado a recomendação de sua erradicação.

É importante ressaltar que o uso de antibióticos tem efeitos colaterais. Reações alérgicas, dores abdominais, diarreia, náuseas e vômitos são achados frequentemente relatados. Por tal motivo todo tratamento deve ser prescrito e monitorado por um médico.

Fatores de Risco

Infecções pelo H.pylori são mais danosas em pacientes com maus hábitos alimentares, sobretudo naqueles com dietas ricas em sódio e alimentos ultraprocessados.

Tabagismo, que é outro fator altamente prejudicial, piora substancialmente a doença ulcerosa e eleva o risco de câncer.

Comer bem e ter hábitos saudáveis de vida nunca deixarão de ser recomendações primordiais para qualquer tratamento de qualquer patologia. De toda forma, é verdadeira a máxima da orientação de acompanhamento por um gastroenterologista nestes casos.

Ovo, sempre mocinho!

O ovo sempre foi considerado um vilão na alimentação. Até bem pouco tempo, o seu consumo era restrito, chegando a ser evitado em muitas famílias.

Felizmente, após estudos e mais análises do alimento, replica rolex chegou-se a conclusão de que o consumo do ovo não está relacionado aumento do colesterol e também do risco de doenças cardiovasculares.

Benefícios do Ovo

O ovo é um alimento extremamente completo. Ele tem proteínas de alto valor biológico, ou seja, com quantidades necessárias de diversos aminoácidos essenciais e que nosso organismo não consegue fabricar. A albumina, que é sua proteína, está contida sobretudo na clara.

O ovo contém colina, uma substância derivada do aminoácido serina e que tem um papel de prevenção de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer e o Parkinson. Por tal motivo, cheap replica watches é fundamental na gestação, pois a colina atua no desenvolvimento do sistema neurológico do feto.

Estudos mostram que os ovos possuem antioxidantes que são capazes de prevenir doenças cardiovasculares. Outro motivo que o fez deixar de ser um vilão.

A gema, parte mais temida do ovo anteriormente, não mais o é. O colesterol LDL (considerado ruim) contido na gema é insuficiente para gerar um aumento do risco de doenças cardiovasculares. Além disso, a gema possui o HDL (considerado bom), que é cardioprotetor.

O ovo é fonte de vitaminas e micronutrientes, tendo importante papel na prevenção de cânceres, diabetes, osteoporose e hipertensão.

Como preparar o ovo?

Cozido é a melhor forma de ingestão. Há uma maior preservação dos nutrientes nesta forma de preparo. O tempo ideal para cozimento é de sete minutos, para se obter a gema mole.

Não é aconselhado o consumo do ovo frito como rotina, devido a adição de gorduras ao seu preparo. Omeletes ou ovos mexidos podem ser formas saudáveis de consumo, replica rolex desde que se utilize panelas antiaderentes sem ou com o mínimo de óleo. O cozimento do ovo sem a casca, chamado de “poché”, é uma outra forma saudável de preparo.

Quantos ovos posso comer por dia?

É seguro manter uma rotina diária de ingestão de um a dois ovos. Importante sempre manter atenção ao preparo. Quantidades maiores também são permitidas, desde que um monitoramento frequente dos níveis de colesterol.

Sabe-se que é uma fonte proteica importante e de baixo custo. Tem cerca de 13g de proteína. Nossa necessidade proteica, que é variável de acordo com o peso, é em média de 90 a 100g para um indivíduo de 70kg. Ou seja, um ovo tem cerca de 10 a 15% da proteína que precisamos num dia.

Em resumo…

Os ovos nunca foram vilões. Durante muitos anos foram vítimas do desconhecimento. Esses anos de marginalidade terminaram. Hoje são alimentos indispensáveis. E felizmente tornaram-se heróis da nossa alimentação cotidiana.

Podemos sim, ingerir ovos sem medo!

Disfagia

Disfagia é a dificuldade da deglutição. Ela decorre de qualquer distúrbio no transporte de líquidos ou sólidos, ou ambos, da faringe até o esôfago. É uma patologia que deve ser diferenciada da sensação de “bollus” ou “globus” orofaríngeo, condição benigna, que não se correlaciona com qualquer alteração no transporte alimentar.

Tipos de Disfagia:

A disfagia, dependendo de onde ocorre, pode ser classificada como orofaríngea ou esofágica.

Disfagia Orofaríngea:

É a dificuldade de condução do alimento da orofaringe até o esôfago. O paciente pode se queixar de dificuldade para iniciar a engolir o alimento, regurgitação nasal, aspiração traqueal e tosse.

Causas:

  • Acidente Vascular Encefálico (AVE ou AVC);
  • Doença de Parkinson;
  • Esclerose Múltipla;
  • Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA);
  • Miastenia gravis;
  •       Omega replica
  • Senilidade e Desnutrição (enfraquecimento da musculatura deglutitória).

Disfagia Esofágica:

Esta consiste na dificuldade da passagem do alimento pelo esôfago. É causada geralmente por algum distúrbio na musculatura do esôfago ou mesmo obstrução mecânica.

Causas:

  • Acalásia (distúrbio muscular no esfíncter inferior do esôfago);
  • Esofagite Eosinofílica (inflamação específica causada por eosinófilos);
  • Estenoses (estreitamentos causados muitas por vezes por refluxo gastroesofágico);
  • Compressões extrínsecas ( causada por tumores ou vasos sanguíneos);
  • Ingestão de substâncias cáusticas.

Avaliação

A história clínica de engasgos, tosse durante a alimentação,  mudança da consistência alimentar para facilitar a ingestão, dor no tórax ao deglutir o alimento, são alguns dos sintomas que levam a caracterizar a disfagia.

A disfagia não é uma doença por si só. Geralmente é uma manifestação secundária de alguma doença local ou sistêmica. Por isso é sempre importante investigar a presença de doenças neuromusculares e digestivas.

Endoscopia, raios X contrastado do esôfago,  exames de sangue, avaliação das vias respiratórias altas, são medidas que fazem parte do arsenal diagnóstico, mas que devem ser individualizadas e utilizadas com critério.

Estado Nutricional

Avaliação do estado nutricional, acompanhamento e abordagem preventiva e precoce de qualquer deficiência que possa levar a desnutrição são mandatórias em todo paciente com disfagia.

Devido a tal dificuldade de deglutição, replica rolex watches o aproveitamento alimentar fica prejudicado. A própria desnutrição leva a uma perda muscular global, inclusive da musculatura da deglutição, fato que agrava a disfagia.

Tratamento

O tratamento se inicia a partir do momento em que a dificuldade de deglutição é diagnosticada e varia de acordo com a origem. Em casos de obstrução completa, indica-se internação imediata e intervenção endoscópica de urgência.

A disfagia orofaríngea requer uma abordagem multiprofissional. A fonoaudiologia é indispensável nestes casos, além de auxiliar no diagnóstico, é fundamental no processo de reabilitação.

Em casos de disfagia esofágica, a condução do caso deve ser feita pelo gastroenterologista auxiliado por uma equipe de endoscopia. Jamais deve ser esquecida a biopsia de esôfago nestes casos para se avaliar a possibilidade de esofagite eosinofílica, mesmo com a mucosa esofágica normal.

Nos casos em que a disfagia é progressiva e irreversível, além de uma abordagem multidisciplinar precoce, a participação de uma equipe de terapia nutricional é importante não somente para os cuidados alimentares, mas também para o julgamento da necessidade de sonda para alimentação ou mesmo gastrostomia.

Proteínas, carboidratos e lipídeos: Back to basics

O que são proteínas, carboidratos e lipídios? Em prática diária, sou questionado inúmeras vezes acerca de novos medicamentos ou características específicas de certos alimentos. E tantas outras vezes deparo-me com situações em que há um desconhecimento, ou mesmo interpretações incorretas da função de cada nutriente.

É importante conhecer o alimento desde a sua composição básica até a função de cada nutriente que o compõe. Isso é fundamental antes de se partir para a aplicação de terapias alternativas ou não comprovadas acerca de práticas nutrológicas.

Podemos dividir os nutrientes em, basicamente, dois grandes grupos:

Macronutrientes: são as proteínas, os carboidratos e os lipídios. São os nutrientes que nos fornecem energia.

Micronutrientes: são as vitaminas e os minerais, rolex replica watches participantes fundamentais em inúmeras reações químicas em nosso corpo. Não tem função de fornecimento energético.

Proteínas

As proteínas são macronutrientes encontrados tanto no reino animal, quanto no vegetal. Há mais de 100 mil tipos de proteínas.

As fontes de proteínas consideradas completas são as de origem animal, tipo carnes, leite e ovos. A proteína do ovo é a considerada uma referência devido a sua composição abrangente de aminoácidos e por isso dita de alto valor biológico.

Os vegetais também são fontes importantes de proteína na alimentação humana. Apesar se serem deficientes em alguns aminoácidos, replica rolex a combinação de diferentes alimentos resulta em uma oferta adequada. Grande exemplo disso é a mistura feijão com arroz, muito típica da culinária brasileira.

As proteínas participam na formação dos tecidos do corpo, dos anticorpos, hemoglobina, proteínas da coagulação, do transporte de lipídios e de inúmeras outras funções.

Carboidratos

Os carboidratos são as biomoléculas mais abundantes do planeta. Como o nome já diz, são formadas por átomos de carbono associados a moléculas de água.

A principal fonte de armazenamento energético na forma de carboidrato ocorre no glicogênio hepático e muscular, e no sangue, sob a forma de glicose.

Há inúmeras formas de carboidratos existentes, como a frutose, a sacarose, a lactose, a ribose e a desoxirribose (estes dois últimos, participantes na matéria-prima para a síntese do RNA e do DNA).

Os carboidratos estão presentes em grãos, farinhas, pães, e massas. Em alguns produtos de origem animal, os carboidratos se encontram também. A lactose é o carboidrato de leite.

As fibras são compostos de carboidratos que não são absorvidos pelo intestino, e por isso não tem função de fornecimento energético.

Lipídeos

Os lipídeos são macromoléculas compostas por hidrogênio, carbono e oxigênio, mas que não são solúveis em água. Os lipídeos, de acordo com as ligações de carbono, podem ser classificados como saturados e insaturados.

Por serem moléculas insolúveis em água, perfect replica watches para circular em nossa corrente sanguínea, os lipídeos se ligam a proteínas, as lipoproteínas,  as LDL, VLDL e HDL.

Os lipídeos saturados são aqueles que podem estar sólidos à temperatura ambiente. A manteiga, óleo de coco ou os lipídeos da carne são exemplos.

Os insaturados,  geralmente são líquidos a temperatura ambiente. Óleos de girassol, milho, de peixe, azeites, abacate e castanhas são fontes deste lipídeo.

Os lipídeos tem funções de fornecimento de energia. Estão presentes nos hormônios e participam na regulação da cascata da inflamação no nosso corpo.

De volta ao básico, então?

Conhecendo-se o que se come, desde a sua composição primordial e a função de cada macronutriente ( e dos micronutrientes ) é entendemos a composição dietética de forma individualizada.

Cada ser vivente tem uma individualidade nutricional. Essa compreensão funcional dietética leva a execução correta e coerente de um hábito alimentar dentro de um contexto tão globalizado.

Mau Hálito

O mau hálito, ou halitose, é uma condição desagradável e fruto de grande desconforto para muitos pacientes. Cerca de 30% da população sofre com este problema, que muitas vezes é despercebido pelo próprio indivíduo, mas alertado por terceiros.

O mau hálito é causado pela decomposição de restos de alimentos ou pela descamação de células da própria mucosa oral. Tal decomposição, que é feita por bactérias da própria boca, produz gases hublot replica causadores do odor fétido, chamados de compostos sulfurosos voláteis.

Estas bactérias causadoras de mau hálito são encontradas na base dos dentes, nas chamadas bolsas periodontais, em cáries e principalmente na parte mais posterior da língua, ocasionando o que conhecemos por saburra lingual.

Causas do Mau Hálito

Há inúmeras causas para o mau hálito e cerca de 90% estão localizadas na própria boca.

  • Má higiene oral;
  • Gengivites e periodontites;
  • Saburra lingual;
  • Baixa salivação;
  • Amidalites;
  • Tabagismo e etilismo;
  • Acúmulo de resíduos alimentares na garganta (caseum);
  • replica tag heuer watches
  • Otites, sinusites e rinites;
  • Baixa hidratação.

Doenças do sistema digestivo também podem causar o mau hálito. Um exemplo disso é o megaesôfago (dilatação anormal do esôfago), condição encontrada na acalasia (disfunção no relaxamento da válvula inferior do esôfago) e na doença de Chagas.

O refluxo gastroesofágico não é uma causa muito bem estabelecida de halitose. A característica dos odores provenientes dos ácidos do estômago não tem relação com a dos compostos sulfurados voláteis gerados pelas bactérias da boca. Os resultados de estudos ainda não são consistentes.

Os estudos também não são consistentes em relação a erradicação do H.pylori e o tratamento do mau hálito. Por isso não se deve referir que o tratamento desta bactéria irá aliviar a halitose.

Diagnóstico

O diagnóstico é inicialmente clínico, ou seja, o próprio profissional consegue detectar a halitose a uma distância padronizada do paciente.

Há aparelhos que detectam os compostos sulfurosos voláteis, o mais comumente utilizado é o Halimeter. Um método chamado sialometria avalia o volume do fluxo salivar e pode ser feito, pois a hipossalivacão interfere na halitose.

Tratamento

O tratamento varia de acordo com a causa da halitose. Higiene oral é o primeiro passo. A escovação lingual deve ser orientada. É importante que esta seja suave e não traumática, rolex replica watches já que a escovação excessiva pode ser fator gerador de lesões que podem piorar o mau hálito.

Maus hábitos alimentares, sobretudo os com sobrecarga de alimentos processados e de carboidratos simples, baixo teor de fibras e com baixa hidratação, podem ter relação indireta com a origem do mau hálito.

A endoscopia digestiva alta não deve ser solicitada rotineiramente na investigação da halitose, somente em casos selecionados. A avaliação do gastroenterologista é fundamental nestes casos, sobretudo nos refratários.

A ansiedade com o diagnóstico e a timidez social gerada pela halitose jamais devem ser fatores impeditivos ao atraso no diagnóstico e no tratamento correto desta condição.

Diabetes e Digestão

O que é o diabetes?

Diabetes é uma doença crônica caracterizada pela não produção de insulina ou a sua baixa utilização pelas células do nosso organismo.

A insulina é um hormônio produzido pelo replica watches pâncreas e que regula o metabolismo da glicose em nosso corpo.

Tipos de diabetes

Há basicamente dois tipos de diabetes.

Diabetes Tipo I

Neste subtipo, mais comum em crianças e adolescentes, o pâncreas não produz a insulina devido a uma lesão sofrida em suas células pelo sistema imunológico. Logo, a glicose fica elevada e o nível de insulina fica reduzido. É uma doença que tem forte influência genética.

Diabetes Tipo II

Este subtipo surge quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz e por tal motivo tende a produzir mais como reflexo aos níveis crescentes de glicose. Ela se manifesta mais frequentemente em adultos. Nestes casos, a glicemia e a insulina podem estar elevadas.

É o subtipo comum entre replica rolex watches pacientes obesos ou pacientes que fazem uso de corticóide por tempo prolongado.

E qual a relação do diabetes e do sistema digestivo?

As glicemias elevadas, comuns em pacientes diabéticos, causam lesões em pequenos vasos do corpo e na inervação de diversos órgãos.

Feridas nos pés, lesões na retina e nos rins são complicações que podem ocorrer no diabetes.

Estas mesmas lesões ocorrem também no sistema digestivo. Sensação de empachamento precoce ao se alimentar podem acontecer. É o que se chama de gastroparesia.

Os intestinos ficam com a sua movimentação alterada e estes pacientes podem ficar constipados ou mesmo apresentarem diarreia.

A flora bacteriana se modifica, ou pela alteração da movimentação rolex replica watches intestinal ou pela dieta rica em carboidratos simples.

Uma patologia chamada de supercrescimento bacteriano de intestino delgado se instala e a absorção de nutrientes fica prejudicada. Esta síndrome pode também causar diarreia e desnutrição.

E o que fazer nestas situações?

Sempre o melhor remédio é a prevenção. Alimentação saudável e atividades físicas para manutenção da composição corporal adequada é a recomendação primordial.

A normalização dos níveis de glicemia é mandatória. Além da alimentação com baixos níveis de sacarose, lança-se mão do uso de medicamentos hipoglicemiantes e da insulina.

É importante ressaltar que, em grande parte das situações, tais complicações, inclusive as digestivas, instalam-se quando o controle do diabetes é negligenciado.

O controle dos sintomas das complicações digestivas pode ser difícil. O uso de medicamentos procinéticos (reguladores das contrações – peristaltismo – intestinais), fibras e probióticos é indicado.

É sempre importante ressaltar a necessidade do acompanhamento médico e nutricional. Parte diferencial neste tratamento é a conscientização do paciente acerca de sua doença. Sem a sua cooperação e o seu entendimento, o bom controle glicêmico e o bem estar jamais serão atingidos.

Aftas Orais

O que são aftas orais?

As aftas orais são, em geral, pequenos ferimentos na boca. São lesões rasas e de fundo limpo. Causam um dor local leve, omega replica tendo uma evolução rápida e um curso geralmente benigno. Mas apesar de serem benignas, em alguns casos podem ser dolorosas, o que gera desconforto em falar e deglutir o alimento.

Em boa parte das vezes não tem causa infecciosa. É um problema comum, acomete cerca de 20% da população mundial de forma recorrente. Mas pode-se dizer que todo ser humano, pelo menos uma vez na vida já apresentou alguma afta na boca.

A maioria das aftas dura em média sete dias. Aftas podem demorar mais a cicatrizar devido ao trauma contínuo com dentes, a depender de sua localização.

As aftas muitas vezes podem confluir e ocasionar lesões maiores e mais profundas. Podendo gerar ínguas (linfonodos) no pescoço ou abaixo da mandíbula. As vezes causam até febre, mas nem por isso são malignas.

Causas das aftas orais

As aftas não tem causas bem estabelecidas. Há suspeitas de que podem ser ocasionadas por deficiências imunológicas, mas ainda não há uma comprovação científica.

Alguns fatores são claramente conhecidos:

  • Mordidas locais;
  • Traumas durante a escovação dental;
  • Tabagismo;
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  • Alimentos excessivamente condimentados;
  • Alimentos com acidez excessiva, geralmente os industrializados;
  • Bebidas alcoólicas;
  • Alguns medicamentos como anti-inflamatórios ou aspirina;
  • Deficiências vitamínicas e minerais, como vitamina B12, vitamina C, zinco, ferro ou ácido fólico.

Aftas, de fato, não causam mau hálito e nem são transmissíveis pelo beijo.

Há algumas doenças que podem ocasionar o aparecimento de aftas. Geralmente estas aftas tem um aspecto mais específico e uma duração e recorrência muito maior. São exemplos o herpes simples, doença de Crohn, sífilis e a doença celíaca.

Aspectos que preocupam nas aftas, além de sua demora para cicatrizar, é o seu surgimento em outros locais do corpo, como por exemplo olhos ou região genital.

O câncer de boca é algo importante a ser mencionado. Aftas não predispõem ao câncer de boca. No entanto, lesões que não melhoram e que mantém um crescimento progressivo, devem ser imediatamente avaliadas.

Tratamento

O primeiro passo a ser orientado no tratamento das aftas é a instituição de hábitos alimentares saudáveis. Dietas ricas em sódio e em carboidratos simples devem repudiadas. O cigarro é um fator causal importante e deve ser suspenso.  Dietas ricas em fibras podem estar relacionadas a melhora da recorrência das aftas.
Alguns medicamentos podem ser utilizados, sobretudos aqueles tópicos que possuem corticoide ou analgésicos em sua composição. Nestas situações, um médico deve ser consultado.

Soluções caseiras, tipo aplicação de amido de milho, replica rolex pasta de dente ou fermento sobre a afta, ou mesmo manipulação desta, não são indicadas. O risco de infecção secundária aumenta sobremaneira.

Ainda não é certo afirmar que a infecção pelo H.pilory (bactéria presente no estômago causadora de gastrites e úlceras) seja responsável pela recorrência das aftas. Fato que ilustra tal situação é a não verificação de melhora das aftas após o tratamento do desta bactéria.

Em suma, nas aftas orais, devemos nos ater a orientação de hábitos alimentares saudáveis e a atenção aos  sinais de alerta. Consultar um gastroenterologista em casos de recorrência ou demora na melhora das aftas é sempre uma atitude prudente.

Comer bem: uma definição

Comer bem, de fato, o que é?

“Comer de 3 em 3 horas, um alimento saudável.” Frase de rotina, quase um clichê.

A recomendação de um plano alimentar pré determinado e a ignorância a toda a individualidade social e cultural é um fato recorrente. A difusão de uma enxurrada de informações (inverdades, muitas vezes) através de uma mídia que praticamente dita comportamentos, replica Hublot acaba por disseminar modismos que não são aplicáveis a nenhuma realidade. São verdades impostas quase disfuncionais.

A influência da indústria

A forte influência da indústria alimentícia visa o consumo desregrado de alimentos excessivamente processados e imersos em conservantes e compostos que são nocivos a saúde. A única meta desta indústria é o sucesso em vendas e não a saúde. É o famoso “gostoso que faz bem”, que não faz tão bem assim.

Outro fato relevante é que a nossa forma de adquirir o alimento mudou drasticamente. Nossos ancestrais iam em busca dele, ou seja, caçavam ou colhiam para própria subsistência. Tinham um expectativa de vida menor, dadas as condições adversas do meio. Hoje a comida bate a nossa porta a um clique no aplicativo do celular. Nosso gasto energético é mínimo e nosso ganho calórico tende a ser extremamente fácil. Hoje vivemos mais tempo, mas não necessariamente com qualidade.

Tag Heuer replica É um paradoxo que beira o absurdo. Há uma oferta excessiva de alimentos, mas á uma escassez de produtos saudáveis e de terra para cultivo em alguns lugares do mundo. Alimentos que tem um cultivo racional e orgânico, têm um custo elevado e servem a pouco segmentos da sociedade.

Como comer

O ato de comer vai além de ingerir o alimento para suprir as necessidades da matemática nutricional. Comer bem passa pelo respeito cultural e ambiental aliados ao prazer da degustação. A memória afetiva é despertada pelo alimento.

Comer bem é conhecer a fundo o que se ingere. É entender de vez que o carboidrato é fonte de energia, basta escolher boas fontes, optar pelos integrais e evitar excessos. É parar de achar que se deve evitar todo o tipo de gordura. É entender que fibra não serve apenas como laxante.

Uma verdade

Replica watches Todo alimento gera ganho de peso, sem exceção. Nenhum alimento emagrece, de fato. É o equilíbrio e as boas escolhas, associadas a prática de atividades físicas regulares é que geram saúde.

Profissionais de saúde devem orientar e sanar dúvidas, jamais impor condições que sejam restritivas de alguma forma. O bom profissional em terapia nutricional deve ser empático, deve se colocar no lugar do outro e entender a necessidade e a individualidade.

Não há definição precisa sobre o que é comer bem. Esse conceito é variável e sofre influências do meio e do momento. De toda forma, ele deve permear o respeito a saúde física e psíquica do indivíduo, além da conservação ambiental no modo de produzir este alimento.

Comer bem, que mal tem?  Em verdade, nenhum.