Alimentação e Inflamação, qual a relação?

Sim, de fato uma alimentação saudável tem uma ação sobre a inflamação em nosso corpo. E como sabemos que estamos inflamados? Na verdade, há dois tipos de inflamação: a aguda e a crônica. A aguda é aquela decorrente de algum trauma ou infecção e é manifestada como uma vermelhidão na pele ou mesmo dor.

A inflamação crônica é silenciosa, assintomática e por tal motivo é a mais perigosa. De uma forma mais geral, ela pode ser resultante de sobrepeso e obesidade. O estresse também é uma condição que perpetua essa inflamação.

Existem algumas doenças, sobretudo as do colágeno, ou doenças reumáticas, que também ocasionam uma inflamação crônica. São condições que normalmente demonstram necessidade de uso de medicamentos, mas a alimentação pode influenciar enormemente na intensidade de sintomas.

Como suspeitar dessa inflamação?

A inflamação crônica normalmente é assintomática. O jeito mais simples de se suspeitar é constatando-se um percentil de gordura corporal (PGC) aumentada. Este PGC aumentado pode ocasionar sintomas como insônia, depressão e irritabilidade.

A fadiga exagerada para se realizar simples atividades é uma condição que pode estar relacionada a este estado inflamatório crônico.

Não há necessidade crucial em se definir se há uma inflamação ou mesmo em se determinar o seu nível de gravidade, utilizando algum exame de sangue ou de imagem específicos.

A dosagem de colesterol, glicose, ácido úrico e proteínas inflamatórias no sangue tem a função de se avaliar as complicações deste estado inflamatório crônico, que são o diabetes, a hipertensão ou as doenças vasculares.

Exames como a antropometria ou a bioimpedância seriadas são importantes no acompanhamento da perda de peso corporal.

E que hábitos alimentares são os vilões neste estado inflamatório?

Os alimentos processados são grandes causadores desta inflamação. Carboidratos refinados são os mais envolvidos neste processo. O consumo excessivo de carnes e gorduras podem também ser responsáveis.

O tecido adiposo, ou a gordura corporal,  quando em excesso, leva a um aumento na produção de substâncias inflamatórias, chamadas de citocinas. De uma forma simplificada, este é o principal mecanismo da inflamação.

 

Existe alguma dieta antiinflamatória?

O princípio básico de qualquer dieta antiinflamatória, é a redução no consumo deste agentes pró inflamatórios. Não faz nenhum sentido consumir alimentos com características antiiflamatórias, sem modificar o consumo dos agentes causadores da inflamação.

O consumo adequado de água e a prática regular de exercícios físicos são medidas incluídas na dieta antiinflamatória.

Quais alimentos devem ser evitados?

  • Sucos industrializados ou bebidas com adição de açúcar;
  • Carboidratos refinados: pão braco, bolos, massas de farinha refinada;
  • Gorduras hidrogenadas ou trans e certos óleos: margarinas e óleos de milho e soja;
  • Lanches: “snacks”, batatas fritas ou petiscos;
  • Carnes processadas ou embutidos;
  • Excesso de bebidas alcoólicas.

 

Após a adequação alimentar, quais alimentos podem ser adicionados devido ao seu perfil antiinflamatório?

  • Vegetais: aspargos, brócolis, couve, agrião;
  • Oleaginosas: castanhas de caju e do Pará;
  • Azeite de oliva;
  • Frutas vermelhas: morango, mirtilo, framboesa, acerola;
  • Peixes: sardinha e anchovas;
  • Grãos: lentilhas
  • Especiarias: açafrão ou cúrcuma, pimentas, gengibre e canela.

 

O que pode ser melhorado com a dieta antiinflamatória?

O controle de peso é o principal objetivo. Em consequência, os níveis de pressão e de glicose são melhor controlados.

O perfil lipídico e a esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado) são melhorados.

Doenças como o lúpus e artrites, tem sua atividade controlada em pacientes com uma dieta saudável e com características antiinflamatórias.

Em suma, a dieta antiinflamatória não é mais um modismo. É uma denominação para a alimentação saudável. A inflamação é uma condição que gera sofrimento ao nosso corpo e, por tal motivo, devemos preveni-la e combate-la de imediato.

Um profissional capacitado em terapia nutricional deve ser sempre consultado. Qualquer medida terapêutica deverá ser individualmente orientada para que o alívio dessa inflamação e o tratamento de suas complicações (obesidade, diabetes, hipertensão) sejam efetivamente alcançados

Constipação Intestinal

O que é constipação intestinal?

A constipação intestinal é a ausência de evacuações por mais de 3 dias. As principais causas são a baixa ingestão de fibras vegetais e de água, sedentarismo e o excesso de carboidratos simples (açúcares) na dieta.

Constipação Intestinal e Obesidade

A obesidade pode causar constipação pelo alto teor de carboidratos simples presentes na alimentação destes pacientes. Dietas ricas em carboidratos simples geram um desequilíbrio na microbiota intestinal. Outras causas de constipação são o diabetes, hipotiroidismo, distúrbios neurológicos específicos ou lesões de medula espinhal.

Causas

Indivíduos que tem um controle evacuatório muito rígido são fortes Breitling replica watches candidatos a desenvolverem uma constipação intestinal crônica. Idosos são mais constipados devido a maior imobilidade, e a presence de doenças associadas, como o diabetes.

Vários medicamentos podem ocasionar constipação intestinal Rolex replica watches pelo bloqueio dos mecanismos que promovem as contrações intestinais regulares, o peristaltismo. São exemplos comuns:

  • beta-bloqueadores (propranolol);
  • anticonvulsivantes;
  • antidepressivos;
  • analgésicos (opióides e escopolamina);
  • diuréticos;
  • antialérgicos (antihistamínicos);
  • corticóide;
  • antidiarreicos (loperamida).

Tratamento

Um dos tratamentos para a constipação é uso de laxativos. Os laxativos replica watches podem ser classificados de acordo com a sua forma de ação.

Cada composto acima tem uma indicação específica e seu uso deve ser individualizado e temporário. Alguns agentes, como os hiperosmóticos, promovem uma perda excessiva de água pelo intestino e consequentemente podem causar uma desidratação e disfunção renal. Por tal motivo, devem ter um uso monitorado e limitado. O uso abusivo é contraindicado.

Os agentes de volume, ou fibras alimentares, podem melhorar de uma forma mais efetiva e duradoura o funcionamento intestinal. Estes agentes podem ser utilizados de uma forma prolongada e até mesmo rotineira. A grande vantagem destes agentes é que, além de promoverem bons hábitos intestinais, eles previnem o surgimento do câncer colorretal e podem melhorar o controle glicêmico e lipídico.

Orientações Alimentares e Atividade Física

Em resumo, para um bom funcionamento intestinal, é fundamental a correção dos hábitos alimentares, melhora na hidratação, atividade física regular e uso regular de fibras alimentares.

Medicamentos laxativos e outras substâncias devem ser utilizados caso haja falha das medidas dietético-comportamentais. Este uso deve ser limitado e monitorado pelo médico responsável pela prescrição desta substância. A atenção a complicações deve se adequar a característica dos agentes prescritos, devendo ser maior nos agentes hiporosmóticos. A avaliacão médica é indispensável, não só para o tratamento da constipação, mas também para prevenção de complicações. 

Vegetarianos e Veganos

Não é incomum, indivíduos que optam por uma alimentação baseada em produtos de origem vegetal, os vegetarianos e veganos, ouvirem frases de repúdio ou desencorajamento.

Crenças de que vegetais são fontes insuficientes de nutrientes são totalmente infundadas ou descabidas.

Vegetais tem carboidratos que são a fonte mais abundante de energia em nosso planeta. Indubitáveis fontes de fibras. Eles contém também proteínas e gorduras que são fundamentais a sobrevivência humana, sem contar a variedade imensa de micronutrientes.

TAG Heuer Replica A prova maior disso é que os maiores animais do mundo são herbívoros: rinocerontes, girafas, hipopótamos, elefantes, gorilas, bovinos e equinos.

 

COMPORTAMENTO

Há muita confusão acerca da nomenclatura de cada tipo de comportamento vegetariano.

Ovolactovegetarianos

Estes indivíduos não consomem nenhum tipo de carne, mas consomem laticínios e ovos. É o tipo mais comum. Quando alguém se declara vegetariano, quase sempre pertence a este grupo.

Lactovegetarianos

Além de não consumir nenhum tipo de carne, rolex replica watches os lactovegetarianos excluem também os ovos da dieta. Os produtos de origem animal permitidos são leite e derivados.

Vegetarianos Estritos

Não consomem nenhum tipo de carne, laticínios ou ovos em sua alimentação.

Veganos

Por motivações éticas e filosóficas, os veganos não consomem nada de origem animal. Alimentação, vestuário ou qualquer atividade que envolva o sofrimento animal é excluído do ideal de vida vegano. No veganismo é comum um ativismo em prol do respeito a vida animal. Bolsas, sapatos, artigos em couro, penas, são artigos abominados pelos veganos.

BENEFÍCIOS

O comportamento vegetariano tem inúmeros, pra não dizer todos, pontos positivos.

Indivíduos que consomem produtos de origem vegetal são menos inflamados, ou seja, a quantidade de antioxidantes presentes nestas dietas é imensa. A função principal destes antioxidantes é neutralizar os radicais livres, produtos que participam de forma ativa no processo de envelhecimento e adoecimento humano.

A abundância de fibras beneficia o funcionamento intestinal e previve o surgimento do câncer colorretal. É importante lembrar que os carboidratos replica watches simples derivam sobretudo de produtos de origem vegetal. O processamento industrial destes alimentos aumenta o teor destes carboidratos nestes alimentos.

Uma observação a ser feita acerca das dietas vegetarianas é o aporte de vitamina B12, micronutriente abundante em alimentos de origem animal. Em vegetais, ele é encontrado em algas. Em pessoas que tem tal opção de dieta, este micronutriente deve ser dosado e suplementado de acordo com sua deficiência.

Em suma, a individualidade é soberana a todo momento. Impor comportamentos e conceitos não é salutar e gera conflitos. Priorizar a saúde e a felicidade é a motivação principal.