Microbiota Intestinal: Nosso Segundo Cérebro

Microbiota intestinal, o que é?

Microbiota intestinal é o conjunto de bactérias que povoam nosso intestino. Trilhões delas habitam por lá.

E por que motivo estão lá? Estas bactérias estão no intestino por precisarem de energia para se manterem. Como nosso intestino é o que recebe, processa e absorve os alimentos, fica fácil entender o porquê de estarem lá.

Na verdade, estas bactérias tem funções primordiais para nossa sobrevivência. Fato é que, se fossem exterminadas, nossa sobrevivência seria impossível.

Segundo cérebro, como assim?

Nossas emoções tem diversas origens, e uma delas é a forma replica watches como nos alimentamos. Ou seja, quanto melhor for o estímulo sobre o intestino, mais benéfica será a nossa resposta cerebral.

Nosso intestino possui uma rede de neurônios que se comunica com o cérebro. Uma má alimentação estimula nosso corpo a produzir substâncias nocivas que atuam sobre receptores deste cérebro, ocasionando uma série de distúrbios.

O clichê “somos o que comemos” é uma grande verdade. A microbiota replica watches UK auxilia neste processo digestivo. E quanto mais saudável for a nossa dieta, mais saudável também será a nossa flora intestinal, algo que já foi comprovado por inúmeros estudos científicos.

Desequilíbrios da Microbiota Intestinal e a Doença

Indivíduos que tem uma dieta rica em alimentos processados e pobre em fibras, tem uma flora intestinal com uma predominância de bactérias patogênicas, ou seja, uma microbiota ruim. Por tal motivo, são indivíduos mais estressados.

Medicamentos também podem alterar a microbiota intestinal. Os exemplos mais comuns são os antibióticos. Hoje em dia há movimentos fortemente embasados que visam fausses montres Rolex uma restrição maior do uso destes medicamentos, dado o aumento da resistência bacteriana, além destes desequilíbrios de flora.

Além disso, insônia, depressão e irritabilidade podem ser causados por desequilíbrios na microbiota. Alguns estudos mostram que pacientes com autismo, Parkinson e Alzheimer possuem uma seleção diferente destas bactérias no intestino.

O surgimento do câncer colorretal pode ter relação com desequilíbrios da flora intestinal.

Basta ingerir “boas bactérias” para ter uma “boa microbiota”?

Não é algo que se pode afirmar com tanta veemência, mas também não é algo que se pode ignorar. Existe uma identidade microbiológica sobre cada indivíduo. Muitas vezes uma ingestão de um “pool” de boas bactérias pode não ter efeito algum.

Suplementos ou medicamentos que contém populações bacterianas são os chamados probióticos. Estes probióticos já são utilizados no tratamento das patologias referidas acima, obviamente ainda com a necessidade de muitos estudos para indicações mais precisas e doses mais efetivas.

Algo muito promissor e com resultados altamente favoráveis, é o transplante da microbiota intestinal. Basicamente e de forma bem simplificada, este transplante consiste em pegar uma flora intestinal de um indivíduo saudável e transplantá-la num indivíduo doente.

Para se resumir, a grande questão é que, para se manter uma flora intestinal saudável, devemos alimentá-la com boas fontes de energia. A regra básica da redução da ingestão dos carboidratos altamente processados e consumo regular de fibras alimentares continua fortemente válida.

Há quem diga que num futuro próximo teremos chips que mapearão toda microbiobiota, fato que auxiliará numa máxima individualização terapêutica. Outros mais ousados, dizem que os melhores antidepressivos e ansiolíticos serão formulados com boas bactérias.

Procure um profissional capacitado, um gastroenterologista ou um profissional especialista em terapia nutricional para uma orientação mais individualizada.

Ômega 3, importância e recomendações

O ômega 3 é um tipo de gordura da família dos ácidos graxos poliisaturados. Dita uma gordura saudável, ele traz grandes benefícios ao coração e ao cérebro.

Hoje em dia, o ômega 3 tem sido usado largamente, muitas vezes sem uma indicação precisa, sempre com a velha prerrogativa “uso pois falam que é bom”.

O QUE É?

As gorduras são classificadas como:

  • Ácidos graxos saturados ou “gorduras ruins”.
  • Ácidos graxos monoinsaturados e polinsaturados ou “gorduras boas”.

O ômega 3 é uma gordura boa. Ela tem como função primordial a proteção cardiovascular. É encontrado sobretudo em peixes como o salmão, a sardinha, atum, trutas e anchovas. Outros alimentos que são ricos em gorduras boas são as nozes, o azeite, abacate, castanhas, gergelim, linhaça e sementes de girassol.

 

FUNÇÕES DO ÔMEGA 3

Nas doenças circulatórias, o ômega 3 pode gerar uma ligeira elevação no HDL que é o bom colesterol. O consumo de duas porções semanais de algum peixe rico em replica watches UK ômega 3 é o suficiente para cumprir esta função,  podendo também ter efeitos sobre a redução da pressão arterial.

Para o cérebro, o consumo regular de ômega 3 pode prevenir a incidência de AVC. Além disso, ainda de forma incerta, o consumo regular pode prevenir ou mesmo replica watches retardar a progressão de demências como o Alzheimer.

A ação antiinflamatória do ômega 3 ainda é alvo de muitos estudos. O seu uso na doença inflamatória intestinal ou em doenças reumatológicas, como a artrite reumatoide e o lúpus, ajuda a reduzir a sintomatologia. No entanto, o seu uso isolado, sem o tratamento específico não é indicado e tampouco substitui uma dieta saudável.

O ômega 3 pode ser utilizado como um imunonutriente em pacientes com câncer que irão se submeter a grandes cirurgias. De fato, verificou-se que em associação com a arginina e os nucleotídeos, este ácido graxo tem uma ação na melhora da cicatrização e controle de infecções.

RECOMENDAÇÕES

Populações que têm o hábito de consumo semanal de peixes de mar, não precisam de suplementação com o ômega 3.

Em relação ao uso de comprimidos de ômega 3, é importante observar a concentração de EPA e DHA nestes comprimidos. A dose diária recomendada de EPA + DHA é de 500 mg, o que pode ser obtida através de 1 ou 2 comprimidos por dia de óleo de peixe.

O fato é que, para se atingir os efeitos descritos do ômega 3, recomendam-se doses altíssimas, de até 10.000mg. O problema é que a partir da dose de 3.000 mg por dia, os efeitos colaterais são frequentes. Diarréia e náuseas são efeitos descritos e levam ao abandono do uso.

Estas doses elevadas podem aumentar o risco de sangramento em pacientes que usam anticoagulantes. O uso nestes paciente deve ter uma vigilância redobrada.

Nenhum medicamento deve ser utilizado sem que haja uma avaliação profissional antes. O fato de ser dito que é algo “natural” não invalida, de forma alguma, a consulta médica para se determinar a viabilidade da prescrição.

Constipação Intestinal

O que é constipação intestinal?

A constipação intestinal é a ausência de evacuações por mais de 3 dias. As principais causas são a baixa ingestão de fibras vegetais e de água, sedentarismo e o excesso de carboidratos simples (açúcares) na dieta.

Constipação Intestinal e Obesidade

A obesidade pode causar constipação pelo alto teor de carboidratos simples presentes na alimentação destes pacientes. Dietas ricas em carboidratos simples geram um desequilíbrio na microbiota intestinal. Outras causas de constipação são o diabetes, hipotiroidismo, distúrbios neurológicos específicos ou lesões de medula espinhal.

Causas

Indivíduos que tem um controle evacuatório muito rígido são fortes Breitling replica watches candidatos a desenvolverem uma constipação intestinal crônica. Idosos são mais constipados devido a maior imobilidade, e a presence de doenças associadas, como o diabetes.

Vários medicamentos podem ocasionar constipação intestinal Rolex replica watches pelo bloqueio dos mecanismos que promovem as contrações intestinais regulares, o peristaltismo. São exemplos comuns:

  • beta-bloqueadores (propranolol);
  • anticonvulsivantes;
  • antidepressivos;
  • analgésicos (opióides e escopolamina);
  • diuréticos;
  • antialérgicos (antihistamínicos);
  • corticóide;
  • antidiarreicos (loperamida).

Tratamento

Um dos tratamentos para a constipação é uso de laxativos. Os laxativos replica watches podem ser classificados de acordo com a sua forma de ação.

Cada composto acima tem uma indicação específica e seu uso deve ser individualizado e temporário. Alguns agentes, como os hiperosmóticos, promovem uma perda excessiva de água pelo intestino e consequentemente podem causar uma desidratação e disfunção renal. Por tal motivo, devem ter um uso monitorado e limitado. O uso abusivo é contraindicado.

Os agentes de volume, ou fibras alimentares, podem melhorar de uma forma mais efetiva e duradoura o funcionamento intestinal. Estes agentes podem ser utilizados de uma forma prolongada e até mesmo rotineira. A grande vantagem destes agentes é que, além de promoverem bons hábitos intestinais, eles previnem o surgimento do câncer colorretal e podem melhorar o controle glicêmico e lipídico.

Orientações Alimentares e Atividade Física

Em resumo, para um bom funcionamento intestinal, é fundamental a correção dos hábitos alimentares, melhora na hidratação, atividade física regular e uso regular de fibras alimentares.

Medicamentos laxativos e outras substâncias devem ser utilizados caso haja falha das medidas dietético-comportamentais. Este uso deve ser limitado e monitorado pelo médico responsável pela prescrição desta substância. A atenção a complicações deve se adequar a característica dos agentes prescritos, devendo ser maior nos agentes hiporosmóticos. A avaliacão médica é indispensável, não só para o tratamento da constipação, mas também para prevenção de complicações. 

Câncer x Alimentação

Uma má alimentação é considerada a segunda causa de câncer que pode ser prevenida. No Brasil, cerca de 20% dos casos são causados por maus hábitos alimentares. Uma alimentação rica em vegetais e pobre em alimentos ultraprocessados, como aqueles prontos para consumo ou prontos para aquecer e bebidas açucaradas, podem prevenir de 3 a 4 milhões de casos novos a cada ano no mundo.

Há alimentos que curam o câncer?

O fato é que nenhum alimento tem o poder de curar o câncer, seja ele de que tipo for e em que estágio estiver. Há alimentos com alto teor de antioxidantes, que são compostos auxiliares a saúde corporal e que tem um poder de prevenir doenças. Exemplos comuns e acessíveis: limão, gengibre, curcuma, canela e pimentas.

Peso Corporal Influencia no Surgimento do Câncer?

Sobrepeso, obesidade e o ganho de peso na fase adulta Fake watches estão associados a cânceres no esôfago, estômago, pâncreas, vesícula biliar, fígado, intestino grosso, rins, mama, ovário, endométrio, meningioma, tireóide, miolema múltiplo, próstata e linfoma difuso de grandes células B. Ou seja, quase todos os tipos.

Tudo isso acontece pois o tecido gorduroso gera uma intensa inflamação no corpo. Tal inflamação pode causar danos e mutações em células, o que aceleraria o surgimento da doença.

Mitos e Verdades

Há muitos mitos e verdades sobre a relação da alimentação com o câncer. Listei abaixo os top 10, de acordo com dados apresentados pelo INCA (Instituto Nacional do Câncer).

Verdades:

Mitos:

  • MITO: consumir alimentos aquecidos no aparelho de microondas causa câncer. Isso não foi comprovado, já que estas microondas não alteram a estrutura molecular dos alimentos.
  • MITO: alimentos curam o câncer. Nenhum alimento replica watches cura o câncer. O consumo regular de fibras e evitar o de alimentos ultraprocessados previne o surgimento de diversos tipos de cânceres.
  • MITO: o consumo de carne vermelha causa câncer. Não, o consumo de carne vermelha não causa câncer, desde que seja inferior a meio quilo por semana. O preparo também influencia. Carnes tipo churrasco, tem compostos chamados nitrosaminas, que tem relação com certos tipos canceres.
  • MITO: suplementos alimentares tipo polivitamínicos previnem o câncer. Não, não previnem. O consumo indiscriminado e sem indicação médica, pode gerar certos transtornos a saúde.
  • MITO: adoçantes causam câncer. Isso não foi comprovado em humanos, somente em animais. A recomendação é o consumo moderado de adoçantes de fontes naturais tipo estévia e taumatina. Agora, pense um pouco em saborear o alimento, não adicione açúcar ou adoçante.

E a maior verdade, informe-se sempre, estude, não mantenha dúvidas. Consulte sempre o seu médico e se oriente a melhor forma possível. A sabedoria nos traz paz e serenidade, o conhecimento previne doenças, lembre-se disso.

Diverticulite ou Diverticulose?

A diverticulite é a inflamação de divertículos intestinais. Estes divertículos são pequenas bolsas ou sacos na parede intestinal, que surgem em pontos de maior fragilidade, geralmente replica watches UK onde os vasos de sangue que irrigam o intestino se inserem.

A diverticulose colônica é um mal que surge devido ao processo de envelhecimento natural do intestino. É importante diferenciar diverticulite aguda e diverticulose.

Como diferenciar diverticulite de diverticulose?

A diverticulite é uma inflamação de um ou mais divertículos. Ela se Rolex replica watches caracteriza por dor abdominal contínua, geralmente do lado esquerdo, prostração e febre.

A diverticulose  é um conjunto de divertículos no intestino. Ela pode não ter sintomas ou então cursar com dores abdominais intermitentes sem associação com febre.

Como proceder diante da suspeita de diverticulite?

O paciente com suspeita de diverticulite aguda deve procurar de imediato um pronto atendimento. Pacientes mais jovens, sem comorbidades tipo diabetes, hipertensão ou obesidade, e com sintomas brandos, podem ser tratados em casa, mas devem ser reavaliados periodicamente. Em casos mais graves, a internação hospitalar é indicada.

Alimentação e Mitos

A principal forma de prevenção da diverticulite aguda é evitar o surgimento destes divertículos e por isso é tão importante abordar as formas de prevenir a diverticulose colônica.

Uma alimentação equilibrada que preconiza a utilização de fibras alimentares de forma regular e em quantidades suficientes por dia, pode evitar o surgimento dos divertículos. A hidratação é fundamental pois dietas ricas em fibras, mas pobres em líquidos, podem cursar com distensão abdominal por gases e constipação, fatores estes que poderiam inclusive precipitar o surgimento de divertículos.

Boas fontes de proteína (peixes e ovos) e de carboidratos (alimentos integrais), também são formas de prevenção da diverticulose. O sobrepeso e a obesidade são patologias que lentificam o funcionamento intestinal. Além disso, enfraquecem precocemente sua parede e podem predispor ao surgimento de divertículos.

A ingestão de sementes sempre foi proibida em pacientes com diverticulite e diverticulose. Acreditava-se que, por não serem digeridas pelo trato digestivo, poderiam entrar replica watches num destes divertículos e ocasionar ou piorar a inflamação. Novos estudos mostram tratar-se de um mito. Pacientes que têm diverticulite ou diverticulose podem e devem ingerir sementes. As sementes são fontes de fibras e micronutrientes que contribuem para o bom funcionamento intestinal. O incentivo a uma efetiva mastigação deve ser feito nestes pacientes para um maior aproveitamento destas fibras.

Atividade Física

A prática de exercícios físicos tem função preventiva, além de manter um peso saudável, contribui para o regular funcionamento intestinal.

Mensagem Final

Uma alimentação equilibrada e individualizada de acordo com as necessidade nutricionais de cada indivíduo associada à prática regular de exercícios físicos, são fatores que previnem o surgimento de divertículos e, consequentemente, da diverticulite.

Hidratação, fibras alimentares (incluindo as sementes), boas fontes de proteínas e de carboidratos complexos são indicados. Dietas ricas em gorduras saturadas, alimentos processados (carboidratos simples), sódio em excesso e sedentarismo são fatores que devem ser banidos.

Adoçantes: o que é mito e o que é verdade?

Os substitutos do açúcar, mais conhecidos como adoçantes, tornaram-se muito populares e são opções dietéticas auxiliares no controle de doenças como diabetes e obesidade. Há muitos mitos acerca destes produtos, grande parte das vezes disseminados com objetivo difamatório.

Os adoçantes subdividem-se em dois grandes grupos. O primeiro, os não nutritivos, são os edulcorantes, caracterizados por dulçor intenso, utilizados em pequenas quantidades. Em segundo, os nutritivos, que podem substituir o açúcar em dulçor e conferir algum valor calórico ao alimento.

 

Tabela de Adoçantes aprovados no Brasil

Adoçantes Não Nutritivos Kcal/g Adoçantes de Corpo Nutritivos Kcal/g
Acessulfame-K 0 Sorbitol 2,6
Aspartame 4* Manitol 1,6
Taumatina 4* Xilitol 2,4
Neotame 0 Eritritol 0,2
Ciclamato 0 Isomaltitol 2,0
Sacarina 0 Lactitol 2,0
Esteviosídeo 0 Maltitol 2,1
Sucralose 0

* Contribuição calórica desprezível pela pequena quantidade usada em alimentos e bebidas

 

Adoçantes Intensos (Não nutritivos)

Sacarina

É o mais antigo dos edulcorantes, sendo um produto sintético cujo dulçor é 200 a 700 vezes maior ao do açúcar.  Por algum tempo, a sacarina foi considerada como agente causador de câncer de bexiga em estudos experimentais com ratos. No entanto, avaliações mais recentes mostraram que isto se deve a uma interação do produto com fatores inerentes ao próprio animal. Após estas análises, seu uso foi liberado para consumo humano.

Ciclamato

Outro adoçante sintético que tem dulçor de 30 a 50 vezes maior que o da sacarose. Estudos demonstram que o ciclamato não é cancerígeno por si só. O ciclamato não é metabolizado pela maioria das pessoas, no entanto, quem o metaboliza gera produtos extremamente tóxicos. Alguns países liberaram o consumo do ciclamato. Já outros não permitem o seu consumo isolado, e nem como aditivo de alimentos ou formulações com adoçantes. Geralmente ele é associado a sacarina, para se mascarar o seu sabor residual metálico.

Aspartame

É um adoçante sintético metabolizado em ácido aspártico e fenilalanina.  Por isso seu consumo é contraindicado em indivíduos com fenilcetonúria, doença genética caracterizada pela incapacidade de metabolização da fenilalanina. Nenhum estudo comprovou sua associação com câncer. No entanto, recomenda-se que não seja aquecido longamente, devido a geração de composto instáveis.

Acessulfame-K

Adoçante sintético que não é metabolizado pelo organismo humano. Seu dulçor supera em 200 vezes o do açúcar. Pode ser aquecido a temperaturas de até 200 graus. Nenhum estudo até hoje verificou a associação de seu uso com o surgimento de câncer.

Sucralose

É uma molécula que tem cloro na sua composição e por tal motivo veiculou-se que teria efeitos nocivos, assemelhando-se ao de pesticidas. No entanto, outras moléculas tem cloro em sua composição e nunca tiveram nenhuma correlação com efeitos tóxicos de pesticidas. Um exemplo comum é o próprio sal de cozinha. A sucralose, portanto, tem consumo liberado, variando seu dulçor entre 400 a 800 vezes em comparação com o da sacarose.

Taumatina

A taumatina é um edulcorante retirado de plantas do oeste africano. Ela não é tóxica, podendo ser consumida com segurança. O grande problema deste adoçante é a limitação em obtê-lo de suas fontes naturais.

Neotame

O neotame é um edulcorante formado por aminoácidos presentes no aspartame. Chegou-se a veicular que o neotame teria algum efeito tóxico sobre o sistema nervoso central, no entanto, tal afirmação em momento algum foi confirmada em algum estudo. Concluiu-se tratar de uma inverdade difamatória sobre o produto.

Glicosídeos do esteviol

Folhas de um planta chamada Stevia rebaudiana bortoni deu origem a este adoçante. Inúmeros estudos comprovam a segurança deste produto. Seu dulçor chega a 300 vezes o do açúcar.

 

 

Adoçantes Nutritivos (Poliois ou Agentes de Corpo)

Essa classe especial de substitutos do açúcar, são carboidratos curtos e que possuem baixo índice glicêmico. Por tal motivo são recomedados para controle de peso e de glicemias.

Muitos destes produtos são extraídos de frutas, como por exemplo o eritritol e xilitol. O lactitol é produzido através de reações enzimáticas sobre a lactose.  O manitol e o sorbitol podem ser encontrados na cebola, aipo, beterraba, azeitonas, figo, cogumelos e algas.

 

Afinal, adoçantes são seguros?

Um grande estudo que foi recentemente publicado conclui que não há evidências para se afirmar que os adoçantes estão relacionados ao risco de se ter algum tipo de câncer.

A vantagem dos adoçantes é que eles tornam, no mínimo, factível a realização de uma dieta para indivíduos que precisam perder peso. O melhor, na verdade, é se utilizar do sabor do próprio alimento, não se adicionando açúcar ou adoçantes, já que estes mascaram o seu real sabor.

É sempre bom ressaltar a importância da avaliação de um profissional em terapia nutricional. O embasamento em ciência e a promoção de uma nutrição coerente, individualizada e prazerosa são os objetivos primordiais.

Intolerância a Lactose e Alergia ao Leite

A intolerância a lactose e a alergia ao leite, embora sejam causados pela ingestão do leite, são duas patologias completamente diferentes. É por isso que muita gente confunde e acaba denominando erroneamente o problema.

 

Intolerância a Lactose

A intolerância a lactose é causada pela deficiência ou total ausência da enzima lactase no intestino. A lactose (leia mais no artigo sobre FODMAP)  é o carboidrato do leite. A ação da lactase é quebrar a lactose em glicose e galactose, para sejam absorvidos pela mucosa intestinal.

A intolerância a lactose pode ser de três tipos:

  • Congênita: condição rara em que o paciente nasce sem produzir lactase;
  • Primária: perda progressiva da lactase ao longo da vida;
  • Secundária: deficiência da lactase associada a alguma lesão da mucosa intestinal, que se resolve após o tratamento desta lesão. Ex.: doença celíaca ou doença de Crohn.

Os sintomas mais comuns são cólica, diarreia e gases. Acontecem em minutos ou horas após a ingestão do leite de vaca.

O diagnóstico é clínico, ou seja, o relato de sintomas desencadeados após a ingestão de leite de vaca e a sua resolução após a sua suspensão é suficiente para se estabelecer o diagnóstico.

Pode-se lançar mão do uso da dosagem de glicose após ingestão de lactose, ou mesmo, a medida de hidrogênio expirado após se ingerir a lactose. Importante ressaltar que todas estas medidas devem ser orientadas e acompanhadas pelo médico.

O tratamento consiste na suspensão de alimentos que contenham lactose. O uso da enzima lactase é indicado somente antes de o paciente intolerante ingerir intencionalmente leite de vaca ou derivados.

 

Alergia ao Leite

A alergia ao leite, ou melhor, alergia a proteína do leite de vaca (APLV) é uma hipersensibilidade a proteína do leite, a caseína. O sistema imunológico inicia uma reação exagerada ao ser exposto a essa proteína. É uma situação comum quando crianças são expostas ao leite de vaca muito precocemente.

Os sintomas variam de acordo com o sistema acometido:

  • Digestivo: vômitos, cólicas, diarreias, dores abdominais, prisão de ventre, presença de sangue nas fezes e refluxo;
  • Cutâneo: urticária e dermatite atópica de moderada à grave;
  • Respiratório: asma e rinite.

Podem ocorrer um ou mais desses sintomas na mesma hora ou dias após a ingestão do o leite de vaca.

O diagnóstico é apenas confirmado quando o paciente pára de ingerir o leite e os sintomas desaparecem. Alguns testes, como a dosagem sérica do IgE específico podem até ser feitos, mas não são muito precisos.

O tratamento da APLV é a total suspensão. Uma opção, já crescente no Brasil, é o uso de leite de vaca tipo A2. A maioria dos leites de mercado contém tanto a proteína beta-caseína A1 quanto a A2. A A1 é responsável pela maior parte das APLV. A diferença está no DNA dos bovinos: há raças que produzem apenas A1, animais que têm ambas e aqueles que produzem exclusivamente A2.

 

Orientações Alimentares

O leite é uma fonte acessível e barata de proteínas e também de cálcio. Estes são importantes nutrientes para músculos e ossos. A utilização de outras fontes de proteínas são indicadas, como por exemplo o ovo. Vegetais escuros, assim como alguns grãos, como a chia, são importantes fontes de cálcio.

Outra recomendação importante, é o fato de se evitar a ingestão de alimentos que contenham leite de vaca para bebês.

Para quem tem intolerância, há no mercado opções de queijos, iogurtes e diversos outros na versão sem lactose.  Ressaltando que no alérgico, o leite não deve ser ingerido sob nenhuma forma.

Procure sempre um médico para realização de toda esta avaliação em caso de suspeita. Lembrando que este, ou qualquer outro artigo, não substitui uma consulta médica. A conversa com o paciente, um bom exame físico e exames complementares, quando indicados, são ferramentas indispensáveis a uma boa terapêutica.

A obesidade é uma doença grave?

A obesidade, por definição, é uma doença crônica caracterizada pelo replica watches excesso de tecido gorduroso acumulado no organismo.  A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica a obesidade baseando-se no índice de massa corporal (IMC) definido pelo cálculo replica Rolex do peso corporal, em quilogramas, dividido pelo quadrado da altura, em metros quadrados (IMC = kg/h2(m)). A obesidade é caracterizada quando o IMC encontra-se acima de 30 kg/m2.

O IMC é falho para se definir classificações de adequação de peso, já que alguns indivíduos tem peso excessivo devido a preponderância da massa muscular. Outros, mesmo com o peso normal, tem uma quantidade percentual de gordura corporal elevada.

Qual a gravidade da obesidade?

Há alguns anos, não sabíamos, ou mesmo não atentávamos, que o excesso de gordura corporal não causava apenas um aumento no peso, mas uma série de alterações no metabolismo corporal. Houve uma época que o excesso de peso corporal era associado a saúde.

A obesidade, de fato, é uma condição de risco nutricional. Geralmente estes indivíduos ingerem alimentos ricos em carboidratos simples,  no entanto, deficientes em proteínas,  vitaminas, fibras e micronutrientes.

Hoje é bem claro que não existe obeso saudável. Toda condição de obesidade implica em riscos. Por tal motivo e pela crescente incidência, considera-se como um problema de saúde pública. Cerca de 20% da população brasileira é obesa.

São vários os distúrbios causados pela obesidade:

  • Doenças cardiovasculares: hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, doença cérebro-vascular, trombose venosa profunda;
  • Doenças endócrinas: diabetes mellitus tipo II, dislipidemia, hipotireoidismo, infertilidade;
  • Distúrbios respiratórios: apneia obstrutiva do sono, doença pulmonar restritiva);
  • Distúrbios gastrointestinais: hérnia de hiato, doença do refluxo, cirrose, esteatose e colecistite;
  • Distúrbios dermatológicos: estrias e papilomas;
  • Distúrbios músculos-esqueléticos: como osteoartrose e defeitos posturais;
  • Neoplasias: câncer de mama, próstata, estômago ou cólon;
  • Distúrbios psicossociais: sentimento de inferioridade e isolamento social;
  • Aumento do risco cirúrgico e anestésico;
  • Diminuição da agilidade física.

Síndrome Metabólica

A sídrome metabólica representa um grupo de fatores de risco cardiometabólico que incluem a obesidade abdominal, aumento da pressão arterial, da glicemis de jejum e triglicerídeos, com redução do HDL (o bom colesterol). Esta síndrome  está associada a uma maior incidência de doenças cardíacas tais com infarto, além de uma maior mortalidade.

A obesidade abdominal tem uma correlação forte com o risco de diabetes. Estudos mostram que diabetes, doenças arteriais, sedentarismo, dietas ricas em carboidratos, aumentam o risco da síndrome metabólica.

Redução de peso, intervenções sobre o estilo de vida, sobretudo cessação do tabagismo e atividade física regular, correlacionam-se significativamente com a melhoria da síndrome metabólica.

Obesidade e Custos

O impacto para o sistema de saúde é expressivo. O Brasil gasta cerca de R$ 16,9 bilhões por ano com tratamentos de problemas relacionados à obesidade, como asma, hérnia de disco e distúrbios cardiovasculares.

Os números reunidos pelo Ministério da Saúde mostram que os efeitos da obesidade já são sentidos. O diabetes, por exemplo, cresce de forma expressiva. Entre 2006 e 2017, os registros subiram 49% entre a população de 25 a 34 anos. Com isso, os gastos tendem a se acentuar ainda mais.

Conclusões

É fato que a obesidade é uma doença crônica grave e que precisa ser tratada de imediato. A abordagem deve ser multidisciplinar e a equipe deve estar plenamente engajada no processo de tratamento do paciente. Terapia nutricional e medicamentosa deve ser instituída.

A cirurgia de redução do estômago, chamada também de cirurgia metabólica, deve ser oferecida ao paciente no momento correto. Toda a implicação de riscos e benefícios deve ser aclarada. O acompanhamento nutricional pré operatório deve ser instituído o mais precocemente possível, para que o sucesso do procedimento seja alcançado e o reganho de peso pós-operatório evitado.

A assistência psicológica é fundamental. É importante que sentimentos de derrotismo, vitimização e inércia sejam profundamente explorados e tratados. Expressões pejorativas, apologias ou condenações devem ser taxativamente evitadas.

O paciente deve ser empoderado e incluído totalmente no processo. Deve ser salientado ao mesmo que o processo de cura está em suas mãos.

E sempre a velha máxima deve ser repetida, o melhor tratamento é a prevenção. Atenção as dietas de transição que são oferecidas após o desmame (que deve ser feito no tempo correto), atividade física regular e desde sempre e uma alimentação saudável, isenta de alimentos processado são medidas preventivas pertinentes e eficazes.

IBP: medicamentos seguros ou não?

O omeprazol, pantoprazol, rabeprazol e outros, são medicamentos replica watches conhecidos como inibidores de bomba de prótons (IBP). Eles constituem a principal opção na terapia medicamentosa para as doenças úlcero-pépticas. Por isso estes medicamentos são vastamente utilizados devido a alta prevalência destas doenças entre a população.A grande preocupação é que estes medicamentos tem sido utilizados de forma indiscriminada. O risco de efeitos adversos é baixo, no entanto, algumas preocupações sobre a segurança na terapia prolongada com IBP tem recebido destaque.

Osteoporose

Os IBP têm sido implicados no desenvolvimento de osteoporose replica Omega ou fraturas. O que se especula é que há um prejuízo na absorção de cálcio e defeitos na atividade osteoclástica (célula que remodela o osso). Isso ocorre pois a maior parte do cálcio dietético se encontra na forma de sais insolúveis, e a sua solubilidade depende parcialmente da acidez gástrica.

Os estudos não são conclusivos sobre tais efeitos pois sua metodologia é questionada muitas vezes. Mesmo assim, é prudente evitar seu uso durante períodos prolongados em alguns pacientes com osteoporose.

Hipomagnesemia

Hipomagnesemia grave associada ao uso de IBP é uma condição rara. A prevalência real da hipomagnesemia leve e assintomática é desconhecida. O mecanismo exato através do replica watches UK qual os IBP induzem hipomagnesemia ainda não está elucidado. Na hipomagnesemia relacionada com o uso de IBP, a absorção intestinal de magnésio se encontra prejudicada. Por isso, atualmente se sugere a dosagem do nível de magnésio basal durante o uso do IBP.

Infecção intestinal

A acidez gástrica é um mecanismo de defesa importante contra infecções intestinais. Diversos estudos relataram a associação entre uso de IBP e diarreia aguda infecciosa por Salmonella, Campylobacter jejuni e, em especial, por Clostridium difficile, patógeno responsável por diarreias graves em pacientes hospitalizados em uso de antibióticos.

Os estudos não são conclusivos. Enquanto não surgem dados mais confiáveis, é prudente evitar o uso indiscriminado especialmente nos imunodeprimidos e doentes crônicos no ambiente hospitalar. A suspensão do IBP deve ser considerada nos casos de infecções intestinais graves ou recorrentes.

Pneumonia

O uso de IBP pode aumentar o risco de pneumonia adquirida na comunidade, pois supressão da acidez pode facilitar a proliferação excessiva de bactérias não H. pylori no suco gástrico e duodenal. Tais alterações podem estar associadas a microaspirações e colonização pulmonar. A supressão ácida também parece interferir em algumas funções imunológicas.

Deficiência de vitamina B12 e de ferro

A absorção da vitamina B12 depende da acidez gástrica. Neste caso a sua supressão reduz a absorção desta vitamina. A acidez gástrica também facilita a absorção de ferro. A deficiência causada ocorre devido à redução da acidez gástrica que a droga promove.

Segurança em gestantes

Refluxo e queimação são sintomas comuns na gestação. Estudos recentes revelarem alguma segurança sobre o uso de IBP durante a gestação. Mas o uso destas drogas deve preferencialmente ser reservado a pacientes gestantes refratárias às demais medidas comportamentais e dietéticas.

IBP e câncer gástrico

A relação entre o uso prolongado de IBPs e o desenvolvimento de câncer no aparelho digestório é controverso. Consensos Brasileiro e Europeu recomendam a erradicação do H.pylori em pacientes que irão fazer uso crônico do IBP.

Conclui-se que, até o momento, não há uma evidência convincente e definitiva que esclareça a relação direta do uso do IBP e de surgimento de câncer gástrico.

IBP e cirrose

Os IBP são muito utilizados em pacientes com cirrose. Recentemente, têm sido descritas complicações infecciosas, como peritonite bacteriana espontânea (PBE). Isso ocorre provavelmente em razão do aumento da colonização bacteriana tanto no estômago como no intestino delgado pela perda da função protetora do ácido clorídrico sobre o crescimento bacteriano.

Demência

Estudos em animais tem mostrado uma associação do IBP com demência. Foi verificado o aumento de substância amiloide nos cérebros destes animais, o que explicaria tal fato. Ainda são necessários mais estudos acerca disso, sobretudo em humanos.

O que podemos tirar de lição deste achado é sempre rever a indicação do IBP em indivíduos idosos que, muitas vezes, utilizam longamente e de forma não indicada tal medicação.

IBP, antiinflamatórios e úlcera

Há uma premissa de que pacientes que utilizam antiinflamatórios por longos períodos tem a indicação de utilizar os IBPs pois previnem o surgimento de gastrites, úlceras e hemorragia.

O que deve ser considerado, no entanto, é se há indicação real deste antiinflamatórios. Deve-se estabeler o período correto de uso deste medicamento.  Pacientes com mais de 65 anos, que fazem uso de corticoides, outros antiinflamatórios e anticoagulantes e com passado de úlcera e hemorragia têm indicação do uso quando três ou mais destes fatores estão presentes.

Conclusão

Apesar de os riscos de complicações com o uso prolongado dos IBP serem baixos, eles existem e podem ser graves. O uso destes medicamentos jamais deve ser indiscriminado e sua indicação cuidadosamente ponderada.

A premissa de que o uso de qualquer medicamente deve ser monitorado por médico é também válida para o IBP. Questionar o porquê do seu uso prolongado é fundamental e evita complicações.

Esofagite Eosinofílica: o que é e como diagnosticar

A esofagite eosinofílica é uma doença que, apesar de replica watches UK ainda pouco discutida, tem sido cada vez mais reconhecida. Pode surgir em qualquer idade, sobretudo em crianças e adultos jovens, sendo mais comum em homens.

É caracterizada por uma inflamação na mucosa do esôfago causada por uma célula chamada eosinófilo, por isso a denominação “esofagite eosinofílica”. Ainda tem uma Breitling replica watches causa incerta, mas a hipótese de alergia alimentar continua sendo a mais aceita.

Quando suspeitar da esofagite eosinofílica?

É uma patologia de difícil diagnóstico pois os seus sintomas se confundem com os da doença do refluxo gastroesofágico. A principal forma se suspeitar é quando o paciente passa a se queixar de forma recorrente de uma sensação de impactação alimentar no esôfago. Como se ele estivesse obstruído ou mais popularmente “entalado”.

É muito comum sua a associação com asma, dermatites, rinites e eczema, pois todas estas são doenças alérgicas.

Diagnóstico

Um fato comumente observado na esofagite eosinofílica, e que também leva a suspeição desta doença, é a falta de resposta quando se adota medidas antirrefluxo. Pacientes replica Breitling watches que seguem as orientações dietéticas e fazem uso da medicação supressora da acidez gástrica e não obtém resposta clínica, são fortes candidatos a portar a esofagite eosinofílica.

Na esofagite eosinofílica é obrigatória a realização de uma endoscopia digestiva alta com biopsia de esôfago. Nesta biopsia são encontrados os eosinófilos, além de alterações inflamatórias ocasionadas pelos mesmos.

Testes de alergias alimentares são recomendados quando para se definirem possíveis gatilhos alimentares. Alternativas incluem os testes epidérmicos, o exame radioalergoadsorvente (RAST) ou a eliminação dietética.

Eliminação Dietética na Esofagite Eosinofílica

Alguns alimentos suspeitos ou chamados de “gatilhos” devem ser eliminados em grupos ou isoladamente como parte do tratamento da esofagite eosinofílica. Os mais comumente envolvidos na esofagite eosinofílica são as castanhas, o amendoim, leite, ovos, soja, trigo ou crustáceos.

Via de regra, há quatro tipos de dietas restritivas em casos de alergias alimentares.

  • Dieta 1: sem carne vermelha, suína, aves, leite, centeio ou milho
  • Dieta 2: sem carne vermelha, cordeiro, leite ou arroz
  • Dieta 3: Sem carne de cordeira, aves, centeio, arroz, cereais, milho ou leite
  • Dieta 4: Uso de fórmulas elementares a base de aminoácidos, indicadas para casos mais graves.

Tratamento

Mudanças dietéticas são fundamentais e devem ser indicadas em todos os casos de pacientes com esofagite eosinofílica.  Sabe-se que o refluxo gastroesofágico pode desencadear os sintomas, por tal motivo deve-se orientar uma dieta antirrefluxo e medicação supressora de acidez gástrica.

O uso de corticoide tópico é indicado em casos de pacientes sintomáticos, principalmente com impactação alimentar. O tempo de administração da medicação é longo e deve ser determinado conforme a resposta clínica.

Pacientes que têm estenose (estreitamento) esofágica podem precisar de dilatação utilizando balão esofágico. Nestes pacientes a manifestação mais comum é a disfagia baixa, ou seja, sensação de que o alimento pára no esôfago.

A questão principal na esofagite eosinofílica é o seu diagnóstico precoce. O tratamento o quanto antes instituído previne complicações e diminui a morbidade desta patologia. Este artigo não tem a função de substituir a presença de um profissional. Nunca é demais lembrar que, em caso de suspeita de esofagite eosinofílica,  deve-se procurar de imediato o acompanhamento de um gastroenterologista.