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Gastrite: alguns esclarecimentos

A gastrite é a inflamação da parede do estômago. Referir-se aos sintomas de má digestão, dor no estômago, azia ou queimação como gastrite não é de todo correto. O termo replica watches UK mais adequado a se utilizar é dispepsia. No entanto, como já é de hábito utilizar tal terminologia, podemos seguir dessa forma.

Classificação da Gastrite

As gastrites se subdividem em dois grandes grupos:

gastrite erosiva é mais grave e consiste na inflamação e corrosão do revestimento gástrico.

gastrite não erosiva é caracterizada por alterações no Breitling replica revestimento gástrico que variam de desgaste (atrofia) até a transformação do tecido gástrico em outro tipo de tecido intestinal (metaplasia).

Causas

Há inúmeras causas para a gastrite, a mais comum é a má alimentação crônica. Dietas ricas em sódio e carboidratos simples são grandes causadores.

A primeira víscera que está quase que diretamente ligada ao ambiente externo é o nosso estômago. Ou seja, situações de estresse, ingestão de alimentos de má qualidade nutricional geram sintomas desconfortáveis gástricos.

Ela não ocorre por aumento da acidez gástrica. Na verdade o ácido gástrico tem funções importantes em nosso organismo. Ele digere o alimento presente no estômago, inativa replica watches germes nocivos ao intestino e atua sobre o equilíbrio da microbiota intestinal. As gastrites ocorrem principalmente devido a uma lesão na barreira de muco que protege a mucosa gástrica.

Outras causas correlacionadas a gastrite são:

  • Medicamentos: AAS ou antiinflamatórios
  • Infecções:H.pylori
  • Doenças Inflamatórias: D. de Crohn e radiações

Complicações

A gastrite é um doença benigna que tende a se resolver após o tratamento das patologias de base, correção da alimentação e o uso temporário de medicamentos antiácidos ou redutores de acidez.

Quando não tratada de forma adequada, pode evoluir para úlceras. Com o advento dos inibidores de bomba de prótons (IBP) é rara a perfuração destas úlceras.

Certos tipos de gastrite, sobretudo as denominadas atróficas, cursam com anemia. O estômago, além do ácido, secreta uma substância chamada “Fator Intrínseco” que auxilia na absorção de vitamina B12 no intestino delgado.

Uma pequena porcentagem das pessoas com gastrite atrófica desenvolve metaplasia. Em uma porcentagem ainda menor de pessoas, a metaplasia pode conduzir replica Rolex ao desenvolvimento de câncer de estômago. Nestes casos, acompanhamento gastroenterológico e endoscópico periódico é fundamental.

Tratamento

O paciente com gastrite é tratado com uma dieta saudável. Evitar alimentos ricos em sódio é o principal. Reduzir consumo de carboidratos simples, gorduras saturadas e aumentar o consumo de fibras também são medidas a serem adotadas.

O uso de medicação antiácida ou redutores da secreção de ácido gástrico pode ser instituído como medida terapêutica. Lembrando que este paciente deve ser muito Rolex replica bem orientado sobre o tempo limitado de uso destes medicamentos. Caso haja a necessidade de prolongamento deste uso, reavaliações clínicas periódicas devem ser feitas.

A regra de ouro na tratamento é deixar claro  que gastrite se trata com uma alimentação saudável, associada ou não ao uso de medicamentos. O uso prolongado destes medicamentos não é recomendado. Consulte sempre um gastroenterologista para uma clara orientação de tratamento e acompanhamento.

Adoçantes: o que é mito e o que é verdade?

Os substitutos do açúcar, mais conhecidos como adoçantes, tornaram-se muito populares e são opções dietéticas auxiliares no controle de doenças como diabetes e obesidade. Há muitos mitos acerca destes produtos, grande parte das vezes disseminados com objetivo difamatório.

Os adoçantes subdividem-se em dois grandes grupos. O primeiro, os não nutritivos, são os edulcorantes, caracterizados por dulçor intenso, utilizados em pequenas quantidades. Em segundo, os nutritivos, que podem substituir o açúcar em dulçor e conferir algum valor calórico ao alimento.

 

Tabela de Adoçantes aprovados no Brasil

Adoçantes Não Nutritivos Kcal/g Adoçantes de Corpo Nutritivos Kcal/g
Acessulfame-K 0 Sorbitol 2,6
Aspartame 4* Manitol 1,6
Taumatina 4* Xilitol 2,4
Neotame 0 Eritritol 0,2
Ciclamato 0 Isomaltitol 2,0
Sacarina 0 Lactitol 2,0
Esteviosídeo 0 Maltitol 2,1
Sucralose 0

* Contribuição calórica desprezível pela pequena quantidade usada em alimentos e bebidas

 

Adoçantes Intensos (Não nutritivos)

Sacarina

É o mais antigo dos edulcorantes, sendo um produto sintético cujo dulçor é 200 a 700 vezes maior ao do açúcar.  Por algum tempo, a sacarina foi considerada como agente causador de câncer de bexiga em estudos experimentais com ratos. No entanto, avaliações mais recentes mostraram que isto se deve a uma interação do produto com fatores inerentes ao próprio animal. Após estas análises, seu uso foi liberado para consumo humano.

Ciclamato

Outro adoçante sintético que tem dulçor de 30 a 50 vezes maior que o da sacarose. Estudos demonstram que o ciclamato não é cancerígeno por si só. O ciclamato não é metabolizado pela maioria das pessoas, no entanto, quem o metaboliza gera produtos extremamente tóxicos. Alguns países liberaram o consumo do ciclamato. Já outros não permitem o seu consumo isolado, e nem como aditivo de alimentos ou formulações com adoçantes. Geralmente ele é associado a sacarina, para se mascarar o seu sabor residual metálico.

Aspartame

É um adoçante sintético metabolizado em ácido aspártico e fenilalanina.  Por isso seu consumo é contraindicado em indivíduos com fenilcetonúria, doença genética caracterizada pela incapacidade de metabolização da fenilalanina. Nenhum estudo comprovou sua associação com câncer. No entanto, recomenda-se que não seja aquecido longamente, devido a geração de composto instáveis.

Acessulfame-K

Adoçante sintético que não é metabolizado pelo organismo humano. Seu dulçor supera em 200 vezes o do açúcar. Pode ser aquecido a temperaturas de até 200 graus. Nenhum estudo até hoje verificou a associação de seu uso com o surgimento de câncer.

Sucralose

É uma molécula que tem cloro na sua composição e por tal motivo veiculou-se que teria efeitos nocivos, assemelhando-se ao de pesticidas. No entanto, outras moléculas tem cloro em sua composição e nunca tiveram nenhuma correlação com efeitos tóxicos de pesticidas. Um exemplo comum é o próprio sal de cozinha. A sucralose, portanto, tem consumo liberado, variando seu dulçor entre 400 a 800 vezes em comparação com o da sacarose.

Taumatina

A taumatina é um edulcorante retirado de plantas do oeste africano. Ela não é tóxica, podendo ser consumida com segurança. O grande problema deste adoçante é a limitação em obtê-lo de suas fontes naturais.

Neotame

O neotame é um edulcorante formado por aminoácidos presentes no aspartame. Chegou-se a veicular que o neotame teria algum efeito tóxico sobre o sistema nervoso central, no entanto, tal afirmação em momento algum foi confirmada em algum estudo. Concluiu-se tratar de uma inverdade difamatória sobre o produto.

Glicosídeos do esteviol

Folhas de um planta chamada Stevia rebaudiana bortoni deu origem a este adoçante. Inúmeros estudos comprovam a segurança deste produto. Seu dulçor chega a 300 vezes o do açúcar.

 

 

Adoçantes Nutritivos (Poliois ou Agentes de Corpo)

Essa classe especial de substitutos do açúcar, são carboidratos curtos e que possuem baixo índice glicêmico. Por tal motivo são recomedados para controle de peso e de glicemias.

Muitos destes produtos são extraídos de frutas, como por exemplo o eritritol e xilitol. O lactitol é produzido através de reações enzimáticas sobre a lactose.  O manitol e o sorbitol podem ser encontrados na cebola, aipo, beterraba, azeitonas, figo, cogumelos e algas.

 

Afinal, adoçantes são seguros?

Um grande estudo que foi recentemente publicado conclui que não há evidências para se afirmar que os adoçantes estão relacionados ao risco de se ter algum tipo de câncer.

A vantagem dos adoçantes é que eles tornam, no mínimo, factível a realização de uma dieta para indivíduos que precisam perder peso. O melhor, na verdade, é se utilizar do sabor do próprio alimento, não se adicionando açúcar ou adoçantes, já que estes mascaram o seu real sabor.

É sempre bom ressaltar a importância da avaliação de um profissional em terapia nutricional. O embasamento em ciência e a promoção de uma nutrição coerente, individualizada e prazerosa são os objetivos primordiais.

Intolerância a Lactose e Alergia ao Leite

A intolerância a lactose e a alergia ao leite, embora sejam causados pela ingestão do leite, são duas patologias completamente diferentes. É por isso que muita gente confunde e acaba denominando erroneamente o problema.

 

Intolerância a Lactose

A intolerância a lactose é causada pela deficiência ou total ausência da enzima lactase no intestino. A lactose (leia mais no artigo sobre FODMAP)  é o carboidrato do leite. A ação da lactase é quebrar a lactose em glicose e galactose, para sejam absorvidos pela mucosa intestinal.

A intolerância a lactose pode ser de três tipos:

  • Congênita: condição rara em que o paciente nasce sem produzir lactase;
  • Primária: perda progressiva da lactase ao longo da vida;
  • Secundária: deficiência da lactase associada a alguma lesão da mucosa intestinal, que se resolve após o tratamento desta lesão. Ex.: doença celíaca ou doença de Crohn.

Os sintomas mais comuns são cólica, diarreia e gases. Acontecem em minutos ou horas após a ingestão do leite de vaca.

O diagnóstico é clínico, ou seja, o relato de sintomas desencadeados após a ingestão de leite de vaca e a sua resolução após a sua suspensão é suficiente para se estabelecer o diagnóstico.

Pode-se lançar mão do uso da dosagem de glicose após ingestão de lactose, ou mesmo, a medida de hidrogênio expirado após se ingerir a lactose. Importante ressaltar que todas estas medidas devem ser orientadas e acompanhadas pelo médico.

O tratamento consiste na suspensão de alimentos que contenham lactose. O uso da enzima lactase é indicado somente antes de o paciente intolerante ingerir intencionalmente leite de vaca ou derivados.

 

Alergia ao Leite

A alergia ao leite, ou melhor, alergia a proteína do leite de vaca (APLV) é uma hipersensibilidade a proteína do leite, a caseína. O sistema imunológico inicia uma reação exagerada ao ser exposto a essa proteína. É uma situação comum quando crianças são expostas ao leite de vaca muito precocemente.

Os sintomas variam de acordo com o sistema acometido:

  • Digestivo: vômitos, cólicas, diarreias, dores abdominais, prisão de ventre, presença de sangue nas fezes e refluxo;
  • Cutâneo: urticária e dermatite atópica de moderada à grave;
  • Respiratório: asma e rinite.

Podem ocorrer um ou mais desses sintomas na mesma hora ou dias após a ingestão do o leite de vaca.

O diagnóstico é apenas confirmado quando o paciente pára de ingerir o leite e os sintomas desaparecem. Alguns testes, como a dosagem sérica do IgE específico podem até ser feitos, mas não são muito precisos.

O tratamento da APLV é a total suspensão. Uma opção, já crescente no Brasil, é o uso de leite de vaca tipo A2. A maioria dos leites de mercado contém tanto a proteína beta-caseína A1 quanto a A2. A A1 é responsável pela maior parte das APLV. A diferença está no DNA dos bovinos: há raças que produzem apenas A1, animais que têm ambas e aqueles que produzem exclusivamente A2.

 

Orientações Alimentares

O leite é uma fonte acessível e barata de proteínas e também de cálcio. Estes são importantes nutrientes para músculos e ossos. A utilização de outras fontes de proteínas são indicadas, como por exemplo o ovo. Vegetais escuros, assim como alguns grãos, como a chia, são importantes fontes de cálcio.

Outra recomendação importante, é o fato de se evitar a ingestão de alimentos que contenham leite de vaca para bebês.

Para quem tem intolerância, há no mercado opções de queijos, iogurtes e diversos outros na versão sem lactose.  Ressaltando que no alérgico, o leite não deve ser ingerido sob nenhuma forma.

Procure sempre um médico para realização de toda esta avaliação em caso de suspeita. Lembrando que este, ou qualquer outro artigo, não substitui uma consulta médica. A conversa com o paciente, um bom exame físico e exames complementares, quando indicados, são ferramentas indispensáveis a uma boa terapêutica.

A obesidade é uma doença grave?

A obesidade, por definição, é uma doença crônica caracterizada pelo replica watches excesso de tecido gorduroso acumulado no organismo.  A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica a obesidade baseando-se no índice de massa corporal (IMC) definido pelo cálculo replica Rolex do peso corporal, em quilogramas, dividido pelo quadrado da altura, em metros quadrados (IMC = kg/h2(m)). A obesidade é caracterizada quando o IMC encontra-se acima de 30 kg/m2.

O IMC é falho para se definir classificações de adequação de peso, já que alguns indivíduos tem peso excessivo devido a preponderância da massa muscular. Outros, mesmo com o peso normal, tem uma quantidade percentual de gordura corporal elevada.

Qual a gravidade da obesidade?

Há alguns anos, não sabíamos, ou mesmo não atentávamos, que o excesso de gordura corporal não causava apenas um aumento no peso, mas uma série de alterações no metabolismo corporal. Houve uma época que o excesso de peso corporal era associado a saúde.

A obesidade, de fato, é uma condição de risco nutricional. Geralmente estes indivíduos ingerem alimentos ricos em carboidratos simples,  no entanto, deficientes em proteínas,  vitaminas, fibras e micronutrientes.

Hoje é bem claro que não existe obeso saudável. Toda condição de obesidade implica em riscos. Por tal motivo e pela crescente incidência, considera-se como um problema de saúde pública. Cerca de 20% da população brasileira é obesa.

São vários os distúrbios causados pela obesidade:

  • Doenças cardiovasculares: hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, doença cérebro-vascular, trombose venosa profunda;
  • Doenças endócrinas: diabetes mellitus tipo II, dislipidemia, hipotireoidismo, infertilidade;
  • Distúrbios respiratórios: apneia obstrutiva do sono, doença pulmonar restritiva);
  • Distúrbios gastrointestinais: hérnia de hiato, doença do refluxo, cirrose, esteatose e colecistite;
  • Distúrbios dermatológicos: estrias e papilomas;
  • Distúrbios músculos-esqueléticos: como osteoartrose e defeitos posturais;
  • Neoplasias: câncer de mama, próstata, estômago ou cólon;
  • Distúrbios psicossociais: sentimento de inferioridade e isolamento social;
  • Aumento do risco cirúrgico e anestésico;
  • Diminuição da agilidade física.

Síndrome Metabólica

A sídrome metabólica representa um grupo de fatores de risco cardiometabólico que incluem a obesidade abdominal, aumento da pressão arterial, da glicemis de jejum e triglicerídeos, com redução do HDL (o bom colesterol). Esta síndrome  está associada a uma maior incidência de doenças cardíacas tais com infarto, além de uma maior mortalidade.

A obesidade abdominal tem uma correlação forte com o risco de diabetes. Estudos mostram que diabetes, doenças arteriais, sedentarismo, dietas ricas em carboidratos, aumentam o risco da síndrome metabólica.

Redução de peso, intervenções sobre o estilo de vida, sobretudo cessação do tabagismo e atividade física regular, correlacionam-se significativamente com a melhoria da síndrome metabólica.

Obesidade e Custos

O impacto para o sistema de saúde é expressivo. O Brasil gasta cerca de R$ 16,9 bilhões por ano com tratamentos de problemas relacionados à obesidade, como asma, hérnia de disco e distúrbios cardiovasculares.

Os números reunidos pelo Ministério da Saúde mostram que os efeitos da obesidade já são sentidos. O diabetes, por exemplo, cresce de forma expressiva. Entre 2006 e 2017, os registros subiram 49% entre a população de 25 a 34 anos. Com isso, os gastos tendem a se acentuar ainda mais.

Conclusões

É fato que a obesidade é uma doença crônica grave e que precisa ser tratada de imediato. A abordagem deve ser multidisciplinar e a equipe deve estar plenamente engajada no processo de tratamento do paciente. Terapia nutricional e medicamentosa deve ser instituída.

A cirurgia de redução do estômago, chamada também de cirurgia metabólica, deve ser oferecida ao paciente no momento correto. Toda a implicação de riscos e benefícios deve ser aclarada. O acompanhamento nutricional pré operatório deve ser instituído o mais precocemente possível, para que o sucesso do procedimento seja alcançado e o reganho de peso pós-operatório evitado.

A assistência psicológica é fundamental. É importante que sentimentos de derrotismo, vitimização e inércia sejam profundamente explorados e tratados. Expressões pejorativas, apologias ou condenações devem ser taxativamente evitadas.

O paciente deve ser empoderado e incluído totalmente no processo. Deve ser salientado ao mesmo que o processo de cura está em suas mãos.

E sempre a velha máxima deve ser repetida, o melhor tratamento é a prevenção. Atenção as dietas de transição que são oferecidas após o desmame (que deve ser feito no tempo correto), atividade física regular e desde sempre e uma alimentação saudável, isenta de alimentos processado são medidas preventivas pertinentes e eficazes.

IBP: medicamentos seguros ou não?

O omeprazol, pantoprazol, rabeprazol e outros, são medicamentos replica watches conhecidos como inibidores de bomba de prótons (IBP). Eles constituem a principal opção na terapia medicamentosa para as doenças úlcero-pépticas. Por isso estes medicamentos são vastamente utilizados devido a alta prevalência destas doenças entre a população.A grande preocupação é que estes medicamentos tem sido utilizados de forma indiscriminada. O risco de efeitos adversos é baixo, no entanto, algumas preocupações sobre a segurança na terapia prolongada com IBP tem recebido destaque.

Osteoporose

Os IBP têm sido implicados no desenvolvimento de osteoporose replica Omega ou fraturas. O que se especula é que há um prejuízo na absorção de cálcio e defeitos na atividade osteoclástica (célula que remodela o osso). Isso ocorre pois a maior parte do cálcio dietético se encontra na forma de sais insolúveis, e a sua solubilidade depende parcialmente da acidez gástrica.

Os estudos não são conclusivos sobre tais efeitos pois sua metodologia é questionada muitas vezes. Mesmo assim, é prudente evitar seu uso durante períodos prolongados em alguns pacientes com osteoporose.

Hipomagnesemia

Hipomagnesemia grave associada ao uso de IBP é uma condição rara. A prevalência real da hipomagnesemia leve e assintomática é desconhecida. O mecanismo exato através do replica watches UK qual os IBP induzem hipomagnesemia ainda não está elucidado. Na hipomagnesemia relacionada com o uso de IBP, a absorção intestinal de magnésio se encontra prejudicada. Por isso, atualmente se sugere a dosagem do nível de magnésio basal durante o uso do IBP.

Infecção intestinal

A acidez gástrica é um mecanismo de defesa importante contra infecções intestinais. Diversos estudos relataram a associação entre uso de IBP e diarreia aguda infecciosa por Salmonella, Campylobacter jejuni e, em especial, por Clostridium difficile, patógeno responsável por diarreias graves em pacientes hospitalizados em uso de antibióticos.

Os estudos não são conclusivos. Enquanto não surgem dados mais confiáveis, é prudente evitar o uso indiscriminado especialmente nos imunodeprimidos e doentes crônicos no ambiente hospitalar. A suspensão do IBP deve ser considerada nos casos de infecções intestinais graves ou recorrentes.

Pneumonia

O uso de IBP pode aumentar o risco de pneumonia adquirida na comunidade, pois supressão da acidez pode facilitar a proliferação excessiva de bactérias não H. pylori no suco gástrico e duodenal. Tais alterações podem estar associadas a microaspirações e colonização pulmonar. A supressão ácida também parece interferir em algumas funções imunológicas.

Deficiência de vitamina B12 e de ferro

A absorção da vitamina B12 depende da acidez gástrica. Neste caso a sua supressão reduz a absorção desta vitamina. A acidez gástrica também facilita a absorção de ferro. A deficiência causada ocorre devido à redução da acidez gástrica que a droga promove.

Segurança em gestantes

Refluxo e queimação são sintomas comuns na gestação. Estudos recentes revelarem alguma segurança sobre o uso de IBP durante a gestação. Mas o uso destas drogas deve preferencialmente ser reservado a pacientes gestantes refratárias às demais medidas comportamentais e dietéticas.

IBP e câncer gástrico

A relação entre o uso prolongado de IBPs e o desenvolvimento de câncer no aparelho digestório é controverso. Consensos Brasileiro e Europeu recomendam a erradicação do H.pylori em pacientes que irão fazer uso crônico do IBP.

Conclui-se que, até o momento, não há uma evidência convincente e definitiva que esclareça a relação direta do uso do IBP e de surgimento de câncer gástrico.

IBP e cirrose

Os IBP são muito utilizados em pacientes com cirrose. Recentemente, têm sido descritas complicações infecciosas, como peritonite bacteriana espontânea (PBE). Isso ocorre provavelmente em razão do aumento da colonização bacteriana tanto no estômago como no intestino delgado pela perda da função protetora do ácido clorídrico sobre o crescimento bacteriano.

Demência

Estudos em animais tem mostrado uma associação do IBP com demência. Foi verificado o aumento de substância amiloide nos cérebros destes animais, o que explicaria tal fato. Ainda são necessários mais estudos acerca disso, sobretudo em humanos.

O que podemos tirar de lição deste achado é sempre rever a indicação do IBP em indivíduos idosos que, muitas vezes, utilizam longamente e de forma não indicada tal medicação.

IBP, antiinflamatórios e úlcera

Há uma premissa de que pacientes que utilizam antiinflamatórios por longos períodos tem a indicação de utilizar os IBPs pois previnem o surgimento de gastrites, úlceras e hemorragia.

O que deve ser considerado, no entanto, é se há indicação real deste antiinflamatórios. Deve-se estabeler o período correto de uso deste medicamento.  Pacientes com mais de 65 anos, que fazem uso de corticoides, outros antiinflamatórios e anticoagulantes e com passado de úlcera e hemorragia têm indicação do uso quando três ou mais destes fatores estão presentes.

Conclusão

Apesar de os riscos de complicações com o uso prolongado dos IBP serem baixos, eles existem e podem ser graves. O uso destes medicamentos jamais deve ser indiscriminado e sua indicação cuidadosamente ponderada.

A premissa de que o uso de qualquer medicamente deve ser monitorado por médico é também válida para o IBP. Questionar o porquê do seu uso prolongado é fundamental e evita complicações.

Esofagite Eosinofílica: o que é e como diagnosticar

A esofagite eosinofílica é uma doença que, apesar de replica watches UK ainda pouco discutida, tem sido cada vez mais reconhecida. Pode surgir em qualquer idade, sobretudo em crianças e adultos jovens, sendo mais comum em homens.

É caracterizada por uma inflamação na mucosa do esôfago causada por uma célula chamada eosinófilo, por isso a denominação “esofagite eosinofílica”. Ainda tem uma Breitling replica watches causa incerta, mas a hipótese de alergia alimentar continua sendo a mais aceita.

Quando suspeitar da esofagite eosinofílica?

É uma patologia de difícil diagnóstico pois os seus sintomas se confundem com os da doença do refluxo gastroesofágico. A principal forma se suspeitar é quando o paciente passa a se queixar de forma recorrente de uma sensação de impactação alimentar no esôfago. Como se ele estivesse obstruído ou mais popularmente “entalado”.

É muito comum sua a associação com asma, dermatites, rinites e eczema, pois todas estas são doenças alérgicas.

Diagnóstico

Um fato comumente observado na esofagite eosinofílica, e que também leva a suspeição desta doença, é a falta de resposta quando se adota medidas antirrefluxo. Pacientes replica Breitling watches que seguem as orientações dietéticas e fazem uso da medicação supressora da acidez gástrica e não obtém resposta clínica, são fortes candidatos a portar a esofagite eosinofílica.

Na esofagite eosinofílica é obrigatória a realização de uma endoscopia digestiva alta com biopsia de esôfago. Nesta biopsia são encontrados os eosinófilos, além de alterações inflamatórias ocasionadas pelos mesmos.

Testes de alergias alimentares são recomendados quando para se definirem possíveis gatilhos alimentares. Alternativas incluem os testes epidérmicos, o exame radioalergoadsorvente (RAST) ou a eliminação dietética.

Eliminação Dietética na Esofagite Eosinofílica

Alguns alimentos suspeitos ou chamados de “gatilhos” devem ser eliminados em grupos ou isoladamente como parte do tratamento da esofagite eosinofílica. Os mais comumente envolvidos na esofagite eosinofílica são as castanhas, o amendoim, leite, ovos, soja, trigo ou crustáceos.

Via de regra, há quatro tipos de dietas restritivas em casos de alergias alimentares.

  • Dieta 1: sem carne vermelha, suína, aves, leite, centeio ou milho
  • Dieta 2: sem carne vermelha, cordeiro, leite ou arroz
  • Dieta 3: Sem carne de cordeira, aves, centeio, arroz, cereais, milho ou leite
  • Dieta 4: Uso de fórmulas elementares a base de aminoácidos, indicadas para casos mais graves.

Tratamento

Mudanças dietéticas são fundamentais e devem ser indicadas em todos os casos de pacientes com esofagite eosinofílica.  Sabe-se que o refluxo gastroesofágico pode desencadear os sintomas, por tal motivo deve-se orientar uma dieta antirrefluxo e medicação supressora de acidez gástrica.

O uso de corticoide tópico é indicado em casos de pacientes sintomáticos, principalmente com impactação alimentar. O tempo de administração da medicação é longo e deve ser determinado conforme a resposta clínica.

Pacientes que têm estenose (estreitamento) esofágica podem precisar de dilatação utilizando balão esofágico. Nestes pacientes a manifestação mais comum é a disfagia baixa, ou seja, sensação de que o alimento pára no esôfago.

A questão principal na esofagite eosinofílica é o seu diagnóstico precoce. O tratamento o quanto antes instituído previne complicações e diminui a morbidade desta patologia. Este artigo não tem a função de substituir a presença de um profissional. Nunca é demais lembrar que, em caso de suspeita de esofagite eosinofílica,  deve-se procurar de imediato o acompanhamento de um gastroenterologista.

Hepatite Medicamentosa: Um Alerta

Muito pouco se comenta, mas a hepatite medicamentosa é uma doença cada vez mais diagnosticada. E quando se fala em automedicação, a população brasileira talvez seja a campeã mundial, pois a frequência de uso de medicamentos de forma não indicada tem aumentado de forma alarmante.

Parentes, o colega de treino ou o balconista da farmácia replica Rolex se tornaram corriqueiros prescritores, o que aumenta a incidência desta doença. Mais de 900 medicamentos orais e injetáveis, toxinas e ervas foram relatados como causadores de hepatites medicamentosa, que é uma lesão caracterizada pela inflamação e morte de células hepáticas, fato este que leva a disfunção deste órgão.

Uma estatística assustadora

Cerca de 10% dos pacientes com hepatite medicamentosa Rolex replica evoluem para óbito ou necessidade de transplante de fígado. Ou seja, em cem pessoas que consomem um determinado medicamento sem indicação ou prescrição, cerca de dez podem ter a necessidade de um transplante hepático ou morrer.

Os exames de função hepática na hepatite medicamentosa podem permanecer alterados por cerca de seis meses, em até 20% dos casos. A cirrose pode ocorrer em cerca de 3% destes pacientes. É pouco, mas a cirrose é uma doença que mata, somente é curada com transplante de fígado e, antes de matar, leva a um sofrimento descomunal.

Sintomas da Hepatite Medicamentosa

Os sintomas são altamente variáveis, pois vão desde a elevação assintomática de enzimas hepáticas até insuficiência hepática fulminante, patologia grave, letal, cujo tratamento é o transplante.

Os sintomas mais comuns na hepatite medicamentosa são:

  • Icterícia (amarelão);
  • Febre;
  • Dor abdominal;
  • Sonolência e hemorragias em casos mais graves.

Algumas patologias podem predispor a hepatite Breitling replica watches medicamentosa, pois também afetam o fígado:

  • Alcoolismo e associação com o uso de outros medicamentos;
  • Diabetes;
  • Desnutrição;
  • Obesidade e Esteatose Hepática.

Componentes relacionados a Hepatite Medicamentosa

Todo medicamento metabolizado pelo fígado, pode causar hepatite medicamentosa. Esta doença, em muitas vezes, não depende da dose do medicamento, pois pequenas doses causam a lesão. Já outros medicamentos, como o paracetamol, podem causar hepatite medicamentosa, sobretudo quando utilizado em doses mais altas.

O uso frequente e indiscriminado de anabolizantes aumentou a incidência de hepatite medicamentosa entre jovens. É válido ressaltar que a incidência de hepatites virais, sobretudo a B e a C, cresceu neste grupo devido ao compartilhamento de seringas.

Medicamentos fitoterápicos tem sua contribuição nos números da hepatite medicamentosa. Chás, como o de Confrei, podem levar a uma doença hepática pois causam obstrução de seus vasos (doença veno-oclusiva) de 19 a 45 dias após o seu consumo.

Outros chás podem ser agentes da hepatite medicamentosa:

  • Cavalinha;
  • Kava-kava;
  • Ma-huang;
  • Chá verde;
  • Valeriana;
  • Cáscara sagrada;
  • Unha de gato;
  • Chaparral.

Tratamento e Prevenção

Evitar automedicação é o primeiro passo para prevenção de hepatite medicamentosa. O conhecimento dos agentes comumente implicados e o alto índice de suspeita são essenciais pois auxiliam no diagnóstico e no estabelecimento de uma terapêutica precoce. Um banco de dados útil para pesquisa de fármacos correlacionados a hepatite medicamentosa é o Liver Tox.

Ao primeiro sinal de doença hepática deve-se procurar de imediato um pronto atendimento, pois é uma doença grave. A internação hospitalar, quando indicada, deve ser feita com acompanhamento de uma equipe multidisciplinar (gastroenterologista/hepatologista infectologista, clínico e equipe de terapia nutricional) em um hospital que possua um centro de terapia intensiva.

Procure sempre um médico, pois este é o profissional capacitado a lhe auxiliar. Informe-o sobre qualquer medicamento ingerido, pois isso auxilia o monitoramento dos sinais clínicos e os exames laboratoriais. Quando qualquer sintoma de qualquer doença não melhora, a indicação é rever o diagnóstico para se estabelecer uma nova conduta. Nunca use medicamentos sem indicação médica. O bom senso, adequada utilização de informações e autocuidado são atitudes fundamentais pois levam a uma vida plena e a prevenção de doenças.

Entendendo o H.pylori

O Helicobacter pylori ( H.pylori )  é uma bactéria responsável pela formação de gastrites e úlceras. A infecção por esta bactéria está também relacionada ao câncer gástrico (adenocarcinoma) e ao linfoma gástrico de baixo grau.

Na verdade este microorganismo é o causador da infecção crônica bacteriana mais comum do mundo. Ela pode ser adquirida na infância, replica watches mas é mais comum em adultos. Cerca de 50% dos indivíduos com 60 anos nos Estados Unidos estão infectados pelo H. pylori.

Qual é a forma de contágio?

A transmissão pode ser oro-oral ou fecal-oral e por isso são comuns infecções em pessoas que convivem num mesmo ambiente. Profissionais de saúde, sobretudo gastroenterologistas e endoscopistas tem um risco maior de contrair esta infecção.

Sem pânico, não há necessidade de viver em bolhas. Medidas de higiene, como lavar bem as mãos e higienizar bem os alimentos antes de consumi-los, são maneiras eficazes para se evitar esta infecção.

Como o H.pylori sobrevive no estômago?

Esta bactéria se adaptou através de mecanismos evolutivos ao ambiente ácido do estômago.

Audemars Piguet replica Quando ela infecta uma região do estômago chamada antro, pode ocorrer um aumento da acidez gástrica o que pode ocasionar úlceras. Quando a infecção é predominantemente no corpo gástrico, outra região do estômago, há uma redução no tamanho e funcionalidade das células gástricas, o que é chamado de atrofia.

A amônia que é produzida por esta bactéria, permite que ela sobreviva ao ambiente ácido do estômago, mas também causa uma lesão na barreira de muco, outro fator que pode levar a formação de úlceras.

Diagnóstico

A infecção pelo H.pylori pode ser detectada por testes endoscópicos e pela biopsia da mucosa gástrica.

A dor abdominal e a queimação são sintomas relacionados a gastrite e úlcera. A presença da bactéria, sem haver lesões na mucosa gástrica, geralmente não causa sintomas. Carências vitamínicas podem ocorrer, pois esta bactéria, por causar uma atrofia nas células gástricas, replica Hublot watches  leva e secreção inadequada de uma substância que permite a absorção de nutrientes pela mucosa intestinal.

Um teste eficaz na detecção da infecção pelo H.pylori é o teste respiratório com ureia marcada com carbono 14 ou 13. Este teste é útil para controle de cura após o tratamento e evita a repetição de uma endoscopia num período curto de tempo.

Exames sorológicos não são muito utilizados para diagnóstico desta infecção, pois podem ser positivos mesmo com a bactéria erradicada.

Como, quando e quem tratar?

A infecção pelo H.pylori é tratada com esquemas de associação de antibióticos e antiácidos, geralmente os inibidores de bomba protônica, como o omeprazol ou lansoprazol.

Todo paciente com úlcera, erosões gástricas, gastrite ou mesmo câncer deve ser tratado. Há muita controvérsia em se tratar pacientes assintomáticos. Mas a influência do H.pylori no surgimento do câncer gástrico tem levado a recomendação de sua erradicação.

É importante ressaltar que o uso de antibióticos tem efeitos colaterais. Reações alérgicas, dores abdominais, diarreia, náuseas e vômitos são achados frequentemente relatados. Por tal motivo todo tratamento deve ser prescrito e monitorado por um médico.

Fatores de Risco

Infecções pelo H.pylori são mais danosas em pacientes com maus hábitos alimentares, sobretudo naqueles com dietas ricas em sódio e alimentos ultraprocessados.

Tabagismo, que é outro fator altamente prejudicial, piora substancialmente a doença ulcerosa e eleva o risco de câncer.

Comer bem e ter hábitos saudáveis de vida nunca deixarão de ser recomendações primordiais para qualquer tratamento de qualquer patologia. De toda forma, é verdadeira a máxima da orientação de acompanhamento por um gastroenterologista nestes casos.

Ovo, sempre mocinho!

O ovo sempre foi considerado um vilão na alimentação. Até bem pouco tempo, o seu consumo era restrito, chegando a ser evitado em muitas famílias.

Felizmente, após estudos e mais análises do alimento, replica rolex chegou-se a conclusão de que o consumo do ovo não está relacionado aumento do colesterol e também do risco de doenças cardiovasculares.

Benefícios do Ovo

O ovo é um alimento extremamente completo. Ele tem proteínas de alto valor biológico, ou seja, com quantidades necessárias de diversos aminoácidos essenciais e que nosso organismo não consegue fabricar. A albumina, que é sua proteína, está contida sobretudo na clara.

O ovo contém colina, uma substância derivada do aminoácido serina e que tem um papel de prevenção de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer e o Parkinson. Por tal motivo, cheap replica watches é fundamental na gestação, pois a colina atua no desenvolvimento do sistema neurológico do feto.

Estudos mostram que os ovos possuem antioxidantes que são capazes de prevenir doenças cardiovasculares. Outro motivo que o fez deixar de ser um vilão.

A gema, parte mais temida do ovo anteriormente, não mais o é. O colesterol LDL (considerado ruim) contido na gema é insuficiente para gerar um aumento do risco de doenças cardiovasculares. Além disso, a gema possui o HDL (considerado bom), que é cardioprotetor.

O ovo é fonte de vitaminas e micronutrientes, tendo importante papel na prevenção de cânceres, diabetes, osteoporose e hipertensão.

Como preparar o ovo?

Cozido é a melhor forma de ingestão. Há uma maior preservação dos nutrientes nesta forma de preparo. O tempo ideal para cozimento é de sete minutos, para se obter a gema mole.

Não é aconselhado o consumo do ovo frito como rotina, devido a adição de gorduras ao seu preparo. Omeletes ou ovos mexidos podem ser formas saudáveis de consumo, replica rolex desde que se utilize panelas antiaderentes sem ou com o mínimo de óleo. O cozimento do ovo sem a casca, chamado de “poché”, é uma outra forma saudável de preparo.

Quantos ovos posso comer por dia?

É seguro manter uma rotina diária de ingestão de um a dois ovos. Importante sempre manter atenção ao preparo. Quantidades maiores também são permitidas, desde que um monitoramento frequente dos níveis de colesterol.

Sabe-se que é uma fonte proteica importante e de baixo custo. Tem cerca de 13g de proteína. Nossa necessidade proteica, que é variável de acordo com o peso, é em média de 90 a 100g para um indivíduo de 70kg. Ou seja, um ovo tem cerca de 10 a 15% da proteína que precisamos num dia.

Em resumo…

Os ovos nunca foram vilões. Durante muitos anos foram vítimas do desconhecimento. Esses anos de marginalidade terminaram. Hoje são alimentos indispensáveis. E felizmente tornaram-se heróis da nossa alimentação cotidiana.

Podemos sim, ingerir ovos sem medo!

Disfagia

Disfagia é a dificuldade da deglutição. Ela decorre de qualquer distúrbio no transporte de líquidos ou sólidos, ou ambos, da faringe até o esôfago. É uma patologia que deve ser diferenciada da sensação de “bollus” ou “globus” orofaríngeo, condição benigna, que não se correlaciona com qualquer alteração no transporte alimentar.

Tipos de Disfagia:

A disfagia, dependendo de onde ocorre, pode ser classificada como orofaríngea ou esofágica.

Disfagia Orofaríngea:

É a dificuldade de condução do alimento da orofaringe até o esôfago. O paciente pode se queixar de dificuldade para iniciar a engolir o alimento, regurgitação nasal, aspiração traqueal e tosse.

Causas:

  • Acidente Vascular Encefálico (AVE ou AVC);
  • Doença de Parkinson;
  • Esclerose Múltipla;
  • Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA);
  • Miastenia gravis;
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  • Senilidade e Desnutrição (enfraquecimento da musculatura deglutitória).

Disfagia Esofágica:

Esta consiste na dificuldade da passagem do alimento pelo esôfago. É causada geralmente por algum distúrbio na musculatura do esôfago ou mesmo obstrução mecânica.

Causas:

  • Acalásia (distúrbio muscular no esfíncter inferior do esôfago);
  • Esofagite Eosinofílica (inflamação específica causada por eosinófilos);
  • Estenoses (estreitamentos causados muitas por vezes por refluxo gastroesofágico);
  • Compressões extrínsecas ( causada por tumores ou vasos sanguíneos);
  • Ingestão de substâncias cáusticas.

Avaliação

A história clínica de engasgos, tosse durante a alimentação,  mudança da consistência alimentar para facilitar a ingestão, dor no tórax ao deglutir o alimento, são alguns dos sintomas que levam a caracterizar a disfagia.

A disfagia não é uma doença por si só. Geralmente é uma manifestação secundária de alguma doença local ou sistêmica. Por isso é sempre importante investigar a presença de doenças neuromusculares e digestivas.

Endoscopia, raios X contrastado do esôfago,  exames de sangue, avaliação das vias respiratórias altas, são medidas que fazem parte do arsenal diagnóstico, mas que devem ser individualizadas e utilizadas com critério.

Estado Nutricional

Avaliação do estado nutricional, acompanhamento e abordagem preventiva e precoce de qualquer deficiência que possa levar a desnutrição são mandatórias em todo paciente com disfagia.

Devido a tal dificuldade de deglutição, replica rolex watches o aproveitamento alimentar fica prejudicado. A própria desnutrição leva a uma perda muscular global, inclusive da musculatura da deglutição, fato que agrava a disfagia.

Tratamento

O tratamento se inicia a partir do momento em que a dificuldade de deglutição é diagnosticada e varia de acordo com a origem. Em casos de obstrução completa, indica-se internação imediata e intervenção endoscópica de urgência.

A disfagia orofaríngea requer uma abordagem multiprofissional. A fonoaudiologia é indispensável nestes casos, além de auxiliar no diagnóstico, é fundamental no processo de reabilitação.

Em casos de disfagia esofágica, a condução do caso deve ser feita pelo gastroenterologista auxiliado por uma equipe de endoscopia. Jamais deve ser esquecida a biopsia de esôfago nestes casos para se avaliar a possibilidade de esofagite eosinofílica, mesmo com a mucosa esofágica normal.

Nos casos em que a disfagia é progressiva e irreversível, além de uma abordagem multidisciplinar precoce, a participação de uma equipe de terapia nutricional é importante não somente para os cuidados alimentares, mas também para o julgamento da necessidade de sonda para alimentação ou mesmo gastrostomia.