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Retenção Hídrica: quando se torna uma preocupação?

Tenho retenção hídrica, “estou inchado”,  “acumulo muito líquido no meu corpo”, diz o paciente. A bem da verdade, esta é uma queixa frequente em consultório. É importante saber caracterizar esta condição, a fim de que se destine o devido tratamento.

O termo “retenção hídrica” refere-se ao acúmulo temporário de Fausses Montres Rolex líquidos no corpo. Este acúmulo ocorre no “terceiro espaço”, ou seja, o compartimento fora dos vasos de sangue. Termos como edema ou inchaço são designados para denominar tal condição.

O que fazer com a retenção hídrica?

A partir do momento em que se constata tal condição, o mais replica watches UK importante a ser feito é buscar ajuda médica. O que importa nestes casos é diferenciar se há alguma patologia orgânica grave ou alguma condição reversível.

No que se relaciona a gravidades, patologias renais, sobretudo as insuficiências, devem ser prontamente diagnosticadas. Nada do que uma boa consulta médica e exames de sangue destinados a avaliar a função renal não sejam capazes de solucionar.

Um grande problema, e que é vastamente ignorado, é o uso de alguns medicamentos. O maior vilão nestes casos é o antiinflamatório. Estes medicamentos podem causar uma série de lesões hepáticas ou renais, sobretudo quando utilizados de forma crônica e indiscriminada.

Doenças como diabetes, hipertensão arterial, obesidade devem ser correlacionadas como causadoras de retenção hídrica.

Situações até mais comuns podem desencadear uma retenção hídrica. O consumo excessivo de alimentos ricos em sódio e também em carboidratos simples, podem causar tal sensação.

Acúmulo de líquidos nas pernas, sobretudo ao final do dia e quando se fica muito tempo em pé, pode refletir alguma insuficiência na circulação de sangue. Varizes são causas frequentes disso.

 O que pode ser feito?

Como já dito, o diagnóstico é o passo mais importante. A partir do momento em  que a causa é descoberta, o devido tratamento é instituído.

Diabetes, hipertensão ou insuficiência renal, cada qual possui um tratamento específico. Em casos em que os sintomas estão relacionados a ingestão excessiva de sódio e carboidratos simples, o que deve ser feito é a restrição destes alimentos do consumo alimentar diário.

O sódio deve ser minimizado nos alimentos, ou seja, evitar-se adicionar sal em alimentos que já tem um sabor mais marcante e abolir o uso de temperos prontos ou mesmo molhos para salada, são medidas indicadas. A ausência total de sódio na alimentação é uma medida impossível e também deletéria, podendo inclusive piorar o edema.

O carboidrato simples gera a sensação de retenção hídrica pelo simples fato de se levar a um ganho de peso.  O tecido gorduroso é um ecido metabolicamente ativo e tem uma alta capacidade de gerar inflamação. A grosso modo, estta inflamação leva a retenção hídrica.

Este carboidrato também pode causar uma sensação de má digestão e acúmulo de gases, principalmente o do grupo dos FODMAPs (veja artigo que escrevi anteriormente). Estes carboidratos tem uma fermentação excessiva no intestino o que desencadeia os sintomas de gases, distensão abdominal e má digestão.

Aquela sensação que a mulher pode apresentar no período pré menstrual é meio que inevitável, no entanto, pode ser minimizada pela normalização do consumo de sal e melhorando-se a hidratação e o consumo de carboidratos.

Resumindo…

Em resumo, retenção hídrica pode ou não representar alguma condição clínica grave. De toda forma, um médico deve ser consultado para se estabelecer o diagnóstico e tratamento pertinente. Medidas empíricas, tipo uso de diuréticos ou chás são abominadas, pois podem causar problemas muito mais sérios, tais como insuficiência renal aguda e arritmias cardíacas.

Emagrecimento saudável e monitorado, factível acima de tudo auxilia sobremaneira nestes casos. A prudência e a coerência, mais uma vez, nunca serão excessivas em situações como essa.

Dieta e Fim de Ano

E a dieta, como fica?

Despedimo-nos de um ano e recebemos um novo e a dieta, como fica? É praticamente uma rotina anual o exagero alimentar. É excessivo o consumo de alimentos gordurosos, ricos em carboidratos simples e sódio. É uma época em que a dieta saudável fica de lado e os exercícios também. Sentimo-nos inchados (literalmente mais pesados), com sintomas de má digestão e um mal funcionamento intestinal (tanto constipação quanto diarreia).

Não é o objetivo aqui pregar que devemos evitar estes replica watches UK excessos na época das festas de fim de ano. É época de reunir pessoas e confraternizar, e comida une pessoas. Vamos celebrar.

O que ocorre com nossos órgãos?

O fígado fica inflamado devido ao consumo excessivo de alimentos processados e gordurosos, além dos exageros com o álcool.

Pelo mesmo motivo, o intestino fica mais lento.  Acumulamos mais gases devido a ingestão excessiva de carboidratos simples.

Nesta época temos também uma maior tendência a perda de massa muscular, tanto pelo sedentarismo, quanto pelo consumo excessivo de álcool.

Foco em soluções. Como podemos melhorar?

Cessar o consumo excessivo destes alimentos é o primeiro passo. Deixemos o excesso restrito às festas.

Hidratação é mandatória. A água replica Rolex literalmente purifica. Somente evite consumi-la junto às refeições, deixe para 40 minutos antes ou após. Ingerir água junto com o almoço ou o jantar pode lentificar o processo digestivo.

Recupere a rotina regular de exercícios físicos o quanto antes.

Alguns alimentos tem propriedades que aceleram a recuperação do trato digestivo e a do nosso corpo como um todo, são eles:

  • Água: hidratação, com já dito, é fundamental para um bom funcionamento global do nosso corpo;
  • Abacate: alimento com boas gorduras e fibras. Além disso possui potentes antioxidantes que auxiliam no alívio da inflamação instalada sobre o fígado;
  • Azeite de Oliva: fonte de ômega nove, uma das boas gorduras, que tem ação importante ação antiinflamatória;
  • Folhas verdes: fontes de fibras e de potentes antioxidantes, que replica Breitling watches melhoram o funcionamento intestinal;
  • Frutas vermelhas: possuem potentes antiinflamatórios que atuam sobre o fígado;
  • Beterraba e cenoura: alimentos ricos em betacaroteno, substância que é convertida em vitamina A (retinol), ou então agir como um antioxidante;
  • Brócolis: possui substâncias que facilitam a eliminação de toxinas pelo fígado, além de ser uma boa fonte de fibras;
  • Limão: rica fonte de antioxidantes, além de facilitar o processo digestivo como um todo;
  • Gengibre: preparado sob a forma de chás ou ingerido puro, esta raiz melhora a digestão dos alimentos.

É importante associar ao consumo destes alimentos, uma dieta saudável e equilibrada. Boas fontes de proteínas, gorduras e carboidratos complexos continua sendo as melhores escolhas.

Uma avaliação gastroenterológica e nutricional no caso de sintomas persistentes devem ser sempre considerados.  Vamos celebrar e manter o cuidado com a saúde sempre.

Simbióticos, o que são?

Definições e Indicações de Uso dos Simbióticos

Simbióticos são suplementos alimentares cuja ingestão tem o objetivo de melhorar a flora intestinal. São bastante utilizados em pacientes com diarreia ou constipação intestinal.

Algumas formulações são indicadas para tratamento de sobrepeso e obesidade. Esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado) tem também indicações de uso.

Os simbióticos podem ser usados em doenças inflamatórias intestinais, como na Doença de Crohn e na Retocolite Ulcerativa. No entanto, há necessidade de maior aclaramento científico sobre a eficácia de seu uso.

Do que são feitos os simbióticos?

Simbióticos são um produtos nos quais se combinam replica Breitling watches  prebióticos e probióticos. Geralmente são encontrados em formulações de cápsulas ou em pó. Existe simbiótico natural também e um excelente exemplo é o leite materno, indispensável a alimentação humana nos primeiros meses de vida.

Os probióticos são microrganismos vivos que conferem benefícios à saúde de quem os ingere. Exemplos disso são a redução do risco de infecções intestinais, sobretudo em pacientes usuários crônicos de antibióticos. São utilizados em pacientes com diarreia com duração mais prolongada também. Alguns alimentos contém probióticos, como leites fermentados, iogurtes e queijos.

Já os prebióticos são as fibras alimentares, ou seja, elementos não digeríveis pelo trato gastrointestinal. Eles estimulam seletivamente a proliferação ou atividade de bactérias desejáveis ao cólon. Exercem importantes efeitos no controle do colesterol, na prevenção do câncer colorretal, controle de síndromes diarreicas ou mesmo constipação.

Há também os postbióticos, que são metabólicos bacterianos. Eles tem uma importante função no sistema imunitário, sobretudo em indivíduos gravemente Rolex replica watches imunossuprimidos. O principal exemplo deste é o butirato.

Orientações de Uso

Ressalta-se que a ingestão desses suplementos alimentares, deve ser feita de uma forma mais prolongada em alguns casos, sobretudo nas diarreias crônicas. Na verdade, tal ingestão é profilática, ou seja, previne o prolongamento dos sintomas, já que a duração da colonização após a ingestão, não dura mais que uma semana.

Na obesidade, sobrepeso e esteatose, a determinação do uso de simbióticos necessita de mais estudos definidores acerca de doses e tempo de uso. Apesar disso já são suplementos utilizados com certa tranquilidade nestas patologias.

Nunca é demais dizer que o acompanhamento deve ser individualizado e orientado por profissional capacitado. E também que para tratamento de qualquer patologia do trato digestivo ou mesmo síndrome metabólica e patologias relacionadas ao peso, a revisão e correção dos hábitos alimentares é mandatória e determinante.

Microbiota Intestinal: Nosso Segundo Cérebro

Microbiota intestinal, o que é?

Microbiota intestinal é o conjunto de bactérias que povoam nosso intestino. Trilhões delas habitam por lá.

E por que motivo estão lá? Estas bactérias estão no intestino por precisarem de energia para se manterem. Como nosso intestino é o que recebe, processa e absorve os alimentos, fica fácil entender o porquê de estarem lá.

Na verdade, estas bactérias tem funções primordiais para nossa sobrevivência. Fato é que, se fossem exterminadas, nossa sobrevivência seria impossível.

Segundo cérebro, como assim?

Nossas emoções tem diversas origens, e uma delas é a forma replica watches como nos alimentamos. Ou seja, quanto melhor for o estímulo sobre o intestino, mais benéfica será a nossa resposta cerebral.

Nosso intestino possui uma rede de neurônios que se comunica com o cérebro. Uma má alimentação estimula nosso corpo a produzir substâncias nocivas que atuam sobre receptores deste cérebro, ocasionando uma série de distúrbios.

O clichê “somos o que comemos” é uma grande verdade. A microbiota replica watches UK auxilia neste processo digestivo. E quanto mais saudável for a nossa dieta, mais saudável também será a nossa flora intestinal, algo que já foi comprovado por inúmeros estudos científicos.

Desequilíbrios da Microbiota Intestinal e a Doença

Indivíduos que tem uma dieta rica em alimentos processados e pobre em fibras, tem uma flora intestinal com uma predominância de bactérias patogênicas, ou seja, uma microbiota ruim. Por tal motivo, são indivíduos mais estressados.

Medicamentos também podem alterar a microbiota intestinal. Os exemplos mais comuns são os antibióticos. Hoje em dia há movimentos fortemente embasados que visam fausses montres Rolex uma restrição maior do uso destes medicamentos, dado o aumento da resistência bacteriana, além destes desequilíbrios de flora.

Além disso, insônia, depressão e irritabilidade podem ser causados por desequilíbrios na microbiota. Alguns estudos mostram que pacientes com autismo, Parkinson e Alzheimer possuem uma seleção diferente destas bactérias no intestino.

O surgimento do câncer colorretal pode ter relação com desequilíbrios da flora intestinal.

Basta ingerir “boas bactérias” para ter uma “boa microbiota”?

Não é algo que se pode afirmar com tanta veemência, mas também não é algo que se pode ignorar. Existe uma identidade microbiológica sobre cada indivíduo. Muitas vezes uma ingestão de um “pool” de boas bactérias pode não ter efeito algum.

Suplementos ou medicamentos que contém populações bacterianas são os chamados probióticos. Estes probióticos já são utilizados no tratamento das patologias referidas acima, obviamente ainda com a necessidade de muitos estudos para indicações mais precisas e doses mais efetivas.

Algo muito promissor e com resultados altamente favoráveis, é o transplante da microbiota intestinal. Basicamente e de forma bem simplificada, este transplante consiste em pegar uma flora intestinal de um indivíduo saudável e transplantá-la num indivíduo doente.

Para se resumir, a grande questão é que, para se manter uma flora intestinal saudável, devemos alimentá-la com boas fontes de energia. A regra básica da redução da ingestão dos carboidratos altamente processados e consumo regular de fibras alimentares continua fortemente válida.

Há quem diga que num futuro próximo teremos chips que mapearão toda microbiobiota, fato que auxiliará numa máxima individualização terapêutica. Outros mais ousados, dizem que os melhores antidepressivos e ansiolíticos serão formulados com boas bactérias.

Procure um profissional capacitado, um gastroenterologista ou um profissional especialista em terapia nutricional para uma orientação mais individualizada.

Gastrite Atrófica

O que é a Gastrite Atrófica?

A gastrite atrófica é uma alteração num grupo de células do estômago, chamadas de células parietais. As funções primordiais destas células são a produção do ácido gástrico e a secreção do Fator Intrínseco, substância responsável pela absorção da vitamina B12.

Causas

A gastrite atrófica pode  ser causada por uma doença autoimune replica watches UK que ataca as células parietais, causando uma baixa produção do ácido gástrico e do fator intrínseco. Nestes casos, ela é uma doença hereditária autossômica dominante e um marcador desta condição é o anticorpo contra as células parietais, que se encontra em níveis elevados.

A gastrite atrófica também pode ocorrer em pessoas com infecção crônica causada pela bactéria H. pylori., embora ainda esta associação não esteja muito clara.

Condições Associadas

A gastrite atrófica se associa com a tireoidite de Hashimoto e 50% têm anticorpos contra a tireoide.

A falta de fator intrínseco causa deficiência de vitamina B12, resultando em anemia megaloblástica ou perniciosa.

A baixa produção de ácido causa também um aumento da Rolex replica watches gastrina (substância que estimula o crescimento das células parietais). Níveis aumentados de gastrina podem estimular o crescimento do tumor carcinoide.

Estes pacientes podem cursar com metaplasia, que é uma alteração reversível nas células parietais que passam, por sua vez, a ter características de outras células. Estes pacientes podem ter 3 vezes mais chances de desenvolverem o adenocarcinoma gástrico.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por biópsias endoscópicas. Os níveis de vitaminas B12 devem ser sempre dosados.

Exames endoscópicos repetidos com uma periodicidade pré determinada não são necessários. Os sintomas podem gerar demanda de novos exames ou então anormalidades suspeitas chamadas de displasias, lesões estas mais propícias a evolução para o câncer.

Tratamento

A reposição de vitamina B12 é sempre indicada. O uso de inibidores de bomba protônica (IBP) não deve ser indicado de rotina devido a baixa produção de ácido gástrico que é induzida por estes medicamentos e por conseguinte uma deficiência de vitamina B12.

O tratamento do H.pylori, quando presente, deve ser sempre considerado. A infecção crônica poder causar a gastrite atrófica e o risco de câncer gástrico está aumentado nestes pacientes, sobretudo naqueles com metaplasia.

Orientações alimentares são importantes, sobretudo no sentido de se evitar alimentos ricos em sal. Reduzir o consumo de alimentos industrializados e excessivamente processados pode auxiliar o processo digestivo e assim amenizar sintomas.

O acompanhamento gastroenterológico é indicado sempre. Reavaliações e exames laboratoriais e endoscópicos são indicados conforme a necessidade de cada paciente.

O Envelhecimento e a Digestão dos Alimentos

Como o envelhecimento influencia na digestão dos alimentos?

O envelhecimento é uma condição inevitável e inerente a todo ser vivo, e que se inicia logo ao nascimento. O sistema digestivo é o conjunto de órgãos responsáveis pela digestão, absorção e aproveitamento dos alimentos.  É conhecido que este sistema talvez seja o que menos replica watches sofra com o avançar da idade, dada a sua grande reserva funcional. No entanto, algumas doenças ou condições que surgem com o envelhecimento do sistema digestivo são tão limitantes e desconfortáveis, que a melhor forma de se evitá-las é a prevenção.

Como cada órgão é afetado com o envelhecimento?

Boca

A salivação pode se reduzir com a idade, o que dificulta a mastigação e deglutição dos alimentos. Os dentes podem ser perdidos o que agravaria ainda mais estes processos.

Distúrbios na deglutição, denominados disfagia, dificultam a ingestão de alimentos sólidos e também de líquidos. Esta incoordenação pode se agravar e levar a situações de aspiração de alimentos para os pulmões.

Esôfago e Estômago

Estes órgãos têm suas contrações pouco reduzidas com a idade. Indivíduos mais idosos tendem a ter mais sintomas de empachamento e refluxo. O uso de alguns replica watches UK medicamentos tende a agravar estes sintomas, além de predispor ao surgimento de gastrites e úlceras. Grandes exemplos são os antiinflamatórios.

A produção de ácido gástrico tende a se reduzir e com isso o aproveitamento dos alimentos também fica prejudicado. O uso dos inibidores de bomba protônica (sobretudo por longos períodos) agrava esta condição. O ácido gástrico não é nenhum vilão, na verdade é um grande protetor contra infecções e situações de má digestão.

Intestino Delgado

A absorção de nutrientes quase não se altera com a idade. Há uma certa lentificação do peristaltismo, que grande parte das vezes não é sentida.

Há uma redução da produção da lactase, que é uma enzima que digere a lactose, fato que explica a progressiva intolerância a leite e derivados. Alterações na flora bacteriana podem ocorrer por diversos motivos, como uso de exagerado de antibióticos e antiácidos.

Intestino Grosso

Este órgão sofre muito com a ausência de ingestão de fibras vegetais ao longo da vida. Constipação intestinal, diverticulose e câncer colorretal são problemas que surgem replica Rolex com o envelhecimento.A redução na frequência de atividades físicas é outro fator que contribui para a constipação intestinal.

Fígado, Pâncreas e Vias Biliares

O tamanho do pâncreas se reduz com a idade, mas isso quase não interfere em seu funcionamento. O fígado também reduz de tamanho e por consequência, a metabolização de algumas substâncias fica prejudicada. Este fato explica o aumento da incidência de efeitos colaterais de alguns medicamentos.

Como amenizar os efeitos do envelhecimento no sistema digestivo?

Não é clichê dizer mais uma vez que a alimentação equilibrada é a chave para um envelhecimento saudável. De fato, somos o que ingerimos. A redução no consumo de carboidratos processados não somente auxilia no controle do peso. Este tipo de alimento danifica totalmente a microbiota intestinal. O uso de carboidratos complexos, em equilíbrio com fibras, proteínas de boa qualidade e uma adequada hidratação minimiza este dano.

O câncer colorretal, uma doença que tem relação com o envelhecimento intestinal, é prevenido com medidas de adequação alimentar, sobretudo de fibras.

Exercícios físicos regulares são também pilares para um envelhecimento saudável.

Importante ressaltar, os cuidados com a saúde não devem se iniciar tardiamente. Estas medidas devem ocorrer ao longo da vida, desde sempre, de preferência ao nascer. Prevenção sempre será o melhor remédio. Procure sempre um profissional capacitado para uma orientação mais individualizada.

Ômega 3, importância e recomendações

O ômega 3 é um tipo de gordura da família dos ácidos graxos poliisaturados. Dita uma gordura saudável, ele traz grandes benefícios ao coração e ao cérebro.

Hoje em dia, o ômega 3 tem sido usado largamente, muitas vezes sem uma indicação precisa, sempre com a velha prerrogativa “uso pois falam que é bom”.

O QUE É?

As gorduras são classificadas como:

  • Ácidos graxos saturados ou “gorduras ruins”.
  • Ácidos graxos monoinsaturados e polinsaturados ou “gorduras boas”.

O ômega 3 é uma gordura boa. Ela tem como função primordial a proteção cardiovascular. É encontrado sobretudo em peixes como o salmão, a sardinha, atum, trutas e anchovas. Outros alimentos que são ricos em gorduras boas são as nozes, o azeite, abacate, castanhas, gergelim, linhaça e sementes de girassol.

 

FUNÇÕES DO ÔMEGA 3

Nas doenças circulatórias, o ômega 3 pode gerar uma ligeira elevação no HDL que é o bom colesterol. O consumo de duas porções semanais de algum peixe rico em replica watches UK ômega 3 é o suficiente para cumprir esta função,  podendo também ter efeitos sobre a redução da pressão arterial.

Para o cérebro, o consumo regular de ômega 3 pode prevenir a incidência de AVC. Além disso, ainda de forma incerta, o consumo regular pode prevenir ou mesmo replica watches retardar a progressão de demências como o Alzheimer.

A ação antiinflamatória do ômega 3 ainda é alvo de muitos estudos. O seu uso na doença inflamatória intestinal ou em doenças reumatológicas, como a artrite reumatoide e o lúpus, ajuda a reduzir a sintomatologia. No entanto, o seu uso isolado, sem o tratamento específico não é indicado e tampouco substitui uma dieta saudável.

O ômega 3 pode ser utilizado como um imunonutriente em pacientes com câncer que irão se submeter a grandes cirurgias. De fato, verificou-se que em associação com a arginina e os nucleotídeos, este ácido graxo tem uma ação na melhora da cicatrização e controle de infecções.

RECOMENDAÇÕES

Populações que têm o hábito de consumo semanal de peixes de mar, não precisam de suplementação com o ômega 3.

Em relação ao uso de comprimidos de ômega 3, é importante observar a concentração de EPA e DHA nestes comprimidos. A dose diária recomendada de EPA + DHA é de 500 mg, o que pode ser obtida através de 1 ou 2 comprimidos por dia de óleo de peixe.

O fato é que, para se atingir os efeitos descritos do ômega 3, recomendam-se doses altíssimas, de até 10.000mg. O problema é que a partir da dose de 3.000 mg por dia, os efeitos colaterais são frequentes. Diarréia e náuseas são efeitos descritos e levam ao abandono do uso.

Estas doses elevadas podem aumentar o risco de sangramento em pacientes que usam anticoagulantes. O uso nestes paciente deve ter uma vigilância redobrada.

Nenhum medicamento deve ser utilizado sem que haja uma avaliação profissional antes. O fato de ser dito que é algo “natural” não invalida, de forma alguma, a consulta médica para se determinar a viabilidade da prescrição.

Constipação Intestinal

O que é constipação intestinal?

A constipação intestinal é a ausência de evacuações por mais de 3 dias. As principais causas são a baixa ingestão de fibras vegetais e de água, sedentarismo e o excesso de carboidratos simples (açúcares) na dieta.

Constipação Intestinal e Obesidade

A obesidade pode causar constipação pelo alto teor de carboidratos simples presentes na alimentação destes pacientes. Dietas ricas em carboidratos simples geram um desequilíbrio na microbiota intestinal. Outras causas de constipação são o diabetes, hipotiroidismo, distúrbios neurológicos específicos ou lesões de medula espinhal.

Causas

Indivíduos que tem um controle evacuatório muito rígido são fortes Breitling replica watches candidatos a desenvolverem uma constipação intestinal crônica. Idosos são mais constipados devido a maior imobilidade, e a presence de doenças associadas, como o diabetes.

Vários medicamentos podem ocasionar constipação intestinal Rolex replica watches pelo bloqueio dos mecanismos que promovem as contrações intestinais regulares, o peristaltismo. São exemplos comuns:

  • beta-bloqueadores (propranolol);
  • anticonvulsivantes;
  • antidepressivos;
  • analgésicos (opióides e escopolamina);
  • diuréticos;
  • antialérgicos (antihistamínicos);
  • corticóide;
  • antidiarreicos (loperamida).

Tratamento

Um dos tratamentos para a constipação é uso de laxativos. Os laxativos replica watches podem ser classificados de acordo com a sua forma de ação.

Cada composto acima tem uma indicação específica e seu uso deve ser individualizado e temporário. Alguns agentes, como os hiperosmóticos, promovem uma perda excessiva de água pelo intestino e consequentemente podem causar uma desidratação e disfunção renal. Por tal motivo, devem ter um uso monitorado e limitado. O uso abusivo é contraindicado.

Os agentes de volume, ou fibras alimentares, podem melhorar de uma forma mais efetiva e duradoura o funcionamento intestinal. Estes agentes podem ser utilizados de uma forma prolongada e até mesmo rotineira. A grande vantagem destes agentes é que, além de promoverem bons hábitos intestinais, eles previnem o surgimento do câncer colorretal e podem melhorar o controle glicêmico e lipídico.

Orientações Alimentares e Atividade Física

Em resumo, para um bom funcionamento intestinal, é fundamental a correção dos hábitos alimentares, melhora na hidratação, atividade física regular e uso regular de fibras alimentares.

Medicamentos laxativos e outras substâncias devem ser utilizados caso haja falha das medidas dietético-comportamentais. Este uso deve ser limitado e monitorado pelo médico responsável pela prescrição desta substância. A atenção a complicações deve se adequar a característica dos agentes prescritos, devendo ser maior nos agentes hiporosmóticos. A avaliacão médica é indispensável, não só para o tratamento da constipação, mas também para prevenção de complicações. 

Câncer x Alimentação

Uma má alimentação é considerada a segunda causa de câncer que pode ser prevenida. No Brasil, cerca de 20% dos casos são causados por maus hábitos alimentares. Uma alimentação rica em vegetais e pobre em alimentos ultraprocessados, como aqueles prontos para consumo ou prontos para aquecer e bebidas açucaradas, podem prevenir de 3 a 4 milhões de casos novos a cada ano no mundo.

Há alimentos que curam o câncer?

O fato é que nenhum alimento tem o poder de curar o câncer, seja ele de que tipo for e em que estágio estiver. Há alimentos com alto teor de antioxidantes, que são compostos auxiliares a saúde corporal e que tem um poder de prevenir doenças. Exemplos comuns e acessíveis: limão, gengibre, curcuma, canela e pimentas.

Peso Corporal Influencia no Surgimento do Câncer?

Sobrepeso, obesidade e o ganho de peso na fase adulta Fake watches estão associados a cânceres no esôfago, estômago, pâncreas, vesícula biliar, fígado, intestino grosso, rins, mama, ovário, endométrio, meningioma, tireóide, miolema múltiplo, próstata e linfoma difuso de grandes células B. Ou seja, quase todos os tipos.

Tudo isso acontece pois o tecido gorduroso gera uma intensa inflamação no corpo. Tal inflamação pode causar danos e mutações em células, o que aceleraria o surgimento da doença.

Mitos e Verdades

Há muitos mitos e verdades sobre a relação da alimentação com o câncer. Listei abaixo os top 10, de acordo com dados apresentados pelo INCA (Instituto Nacional do Câncer).

Verdades:

Mitos:

  • MITO: consumir alimentos aquecidos no aparelho de microondas causa câncer. Isso não foi comprovado, já que estas microondas não alteram a estrutura molecular dos alimentos.
  • MITO: alimentos curam o câncer. Nenhum alimento replica watches cura o câncer. O consumo regular de fibras e evitar o de alimentos ultraprocessados previne o surgimento de diversos tipos de cânceres.
  • MITO: o consumo de carne vermelha causa câncer. Não, o consumo de carne vermelha não causa câncer, desde que seja inferior a meio quilo por semana. O preparo também influencia. Carnes tipo churrasco, tem compostos chamados nitrosaminas, que tem relação com certos tipos canceres.
  • MITO: suplementos alimentares tipo polivitamínicos previnem o câncer. Não, não previnem. O consumo indiscriminado e sem indicação médica, pode gerar certos transtornos a saúde.
  • MITO: adoçantes causam câncer. Isso não foi comprovado em humanos, somente em animais. A recomendação é o consumo moderado de adoçantes de fontes naturais tipo estévia e taumatina. Agora, pense um pouco em saborear o alimento, não adicione açúcar ou adoçante.

E a maior verdade, informe-se sempre, estude, não mantenha dúvidas. Consulte sempre o seu médico e se oriente a melhor forma possível. A sabedoria nos traz paz e serenidade, o conhecimento previne doenças, lembre-se disso.

Diverticulite ou Diverticulose?

A diverticulite é a inflamação de divertículos intestinais. Estes divertículos são pequenas bolsas ou sacos na parede intestinal, que surgem em pontos de maior fragilidade, geralmente replica watches UK onde os vasos de sangue que irrigam o intestino se inserem.

A diverticulose colônica é um mal que surge devido ao processo de envelhecimento natural do intestino. É importante diferenciar diverticulite aguda e diverticulose.

Como diferenciar diverticulite de diverticulose?

A diverticulite é uma inflamação de um ou mais divertículos. Ela se Rolex replica watches caracteriza por dor abdominal contínua, geralmente do lado esquerdo, prostração e febre.

A diverticulose  é um conjunto de divertículos no intestino. Ela pode não ter sintomas ou então cursar com dores abdominais intermitentes sem associação com febre.

Como proceder diante da suspeita de diverticulite?

O paciente com suspeita de diverticulite aguda deve procurar de imediato um pronto atendimento. Pacientes mais jovens, sem comorbidades tipo diabetes, hipertensão ou obesidade, e com sintomas brandos, podem ser tratados em casa, mas devem ser reavaliados periodicamente. Em casos mais graves, a internação hospitalar é indicada.

Alimentação e Mitos

A principal forma de prevenção da diverticulite aguda é evitar o surgimento destes divertículos e por isso é tão importante abordar as formas de prevenir a diverticulose colônica.

Uma alimentação equilibrada que preconiza a utilização de fibras alimentares de forma regular e em quantidades suficientes por dia, pode evitar o surgimento dos divertículos. A hidratação é fundamental pois dietas ricas em fibras, mas pobres em líquidos, podem cursar com distensão abdominal por gases e constipação, fatores estes que poderiam inclusive precipitar o surgimento de divertículos.

Boas fontes de proteína (peixes e ovos) e de carboidratos (alimentos integrais), também são formas de prevenção da diverticulose. O sobrepeso e a obesidade são patologias que lentificam o funcionamento intestinal. Além disso, enfraquecem precocemente sua parede e podem predispor ao surgimento de divertículos.

A ingestão de sementes sempre foi proibida em pacientes com diverticulite e diverticulose. Acreditava-se que, por não serem digeridas pelo trato digestivo, poderiam entrar replica watches num destes divertículos e ocasionar ou piorar a inflamação. Novos estudos mostram tratar-se de um mito. Pacientes que têm diverticulite ou diverticulose podem e devem ingerir sementes. As sementes são fontes de fibras e micronutrientes que contribuem para o bom funcionamento intestinal. O incentivo a uma efetiva mastigação deve ser feito nestes pacientes para um maior aproveitamento destas fibras.

Atividade Física

A prática de exercícios físicos tem função preventiva, além de manter um peso saudável, contribui para o regular funcionamento intestinal.

Mensagem Final

Uma alimentação equilibrada e individualizada de acordo com as necessidade nutricionais de cada indivíduo associada à prática regular de exercícios físicos, são fatores que previnem o surgimento de divertículos e, consequentemente, da diverticulite.

Hidratação, fibras alimentares (incluindo as sementes), boas fontes de proteínas e de carboidratos complexos são indicados. Dietas ricas em gorduras saturadas, alimentos processados (carboidratos simples), sódio em excesso e sedentarismo são fatores que devem ser banidos.