Gastrite Atrófica

O que é a Gastrite Atrófica?

A gastrite atrófica é uma alteração num grupo de células do estômago, chamadas de células parietais. As funções primordiais destas células são a produção do ácido gástrico e a secreção do Fator Intrínseco, substância responsável pela absorção da vitamina B12.

Causas

A gastrite atrófica pode  ser causada por uma doença autoimune replica watches UK que ataca as células parietais, causando uma baixa produção do ácido gástrico e do fator intrínseco. Nestes casos, ela é uma doença hereditária autossômica dominante e um marcador desta condição é o anticorpo contra as células parietais, que se encontra em níveis elevados.

A gastrite atrófica também pode ocorrer em pessoas com infecção crônica causada pela bactéria H. pylori., embora ainda esta associação não esteja muito clara.

Condições Associadas

A gastrite atrófica se associa com a tireoidite de Hashimoto e 50% têm anticorpos contra a tireoide.

A falta de fator intrínseco causa deficiência de vitamina B12, resultando em anemia megaloblástica ou perniciosa.

A baixa produção de ácido causa também um aumento da Rolex replica watches gastrina (substância que estimula o crescimento das células parietais). Níveis aumentados de gastrina podem estimular o crescimento do tumor carcinoide.

Estes pacientes podem cursar com metaplasia, que é uma alteração reversível nas células parietais que passam, por sua vez, a ter características de outras células. Estes pacientes podem ter 3 vezes mais chances de desenvolverem o adenocarcinoma gástrico.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por biópsias endoscópicas. Os níveis de vitaminas B12 devem ser sempre dosados.

Exames endoscópicos repetidos com uma periodicidade pré determinada não são necessários. Os sintomas podem gerar demanda de novos exames ou então anormalidades suspeitas chamadas de displasias, lesões estas mais propícias a evolução para o câncer.

Tratamento

A reposição de vitamina B12 é sempre indicada. O uso de inibidores de bomba protônica (IBP) não deve ser indicado de rotina devido a baixa produção de ácido gástrico que é induzida por estes medicamentos e por conseguinte uma deficiência de vitamina B12.

O tratamento do H.pylori, quando presente, deve ser sempre considerado. A infecção crônica poder causar a gastrite atrófica e o risco de câncer gástrico está aumentado nestes pacientes, sobretudo naqueles com metaplasia.

Orientações alimentares são importantes, sobretudo no sentido de se evitar alimentos ricos em sal. Reduzir o consumo de alimentos industrializados e excessivamente processados pode auxiliar o processo digestivo e assim amenizar sintomas.

O acompanhamento gastroenterológico é indicado sempre. Reavaliações e exames laboratoriais e endoscópicos são indicados conforme a necessidade de cada paciente.

O Envelhecimento e a Digestão dos Alimentos

Como o envelhecimento influencia na digestão dos alimentos?

O envelhecimento é uma condição inevitável e inerente a todo ser vivo, e que se inicia logo ao nascimento. O sistema digestivo é o conjunto de órgãos responsáveis pela digestão, absorção e aproveitamento dos alimentos.  É conhecido que este sistema talvez seja o que menos replica watches sofra com o avançar da idade, dada a sua grande reserva funcional. No entanto, algumas doenças ou condições que surgem com o envelhecimento do sistema digestivo são tão limitantes e desconfortáveis, que a melhor forma de se evitá-las é a prevenção.

Como cada órgão é afetado com o envelhecimento?

Boca

A salivação pode se reduzir com a idade, o que dificulta a mastigação e deglutição dos alimentos. Os dentes podem ser perdidos o que agravaria ainda mais estes processos.

Distúrbios na deglutição, denominados disfagia, dificultam a ingestão de alimentos sólidos e também de líquidos. Esta incoordenação pode se agravar e levar a situações de aspiração de alimentos para os pulmões.

Esôfago e Estômago

Estes órgãos têm suas contrações pouco reduzidas com a idade. Indivíduos mais idosos tendem a ter mais sintomas de empachamento e refluxo. O uso de alguns replica watches UK medicamentos tende a agravar estes sintomas, além de predispor ao surgimento de gastrites e úlceras. Grandes exemplos são os antiinflamatórios.

A produção de ácido gástrico tende a se reduzir e com isso o aproveitamento dos alimentos também fica prejudicado. O uso dos inibidores de bomba protônica (sobretudo por longos períodos) agrava esta condição. O ácido gástrico não é nenhum vilão, na verdade é um grande protetor contra infecções e situações de má digestão.

Intestino Delgado

A absorção de nutrientes quase não se altera com a idade. Há uma certa lentificação do peristaltismo, que grande parte das vezes não é sentida.

Há uma redução da produção da lactase, que é uma enzima que digere a lactose, fato que explica a progressiva intolerância a leite e derivados. Alterações na flora bacteriana podem ocorrer por diversos motivos, como uso de exagerado de antibióticos e antiácidos.

Intestino Grosso

Este órgão sofre muito com a ausência de ingestão de fibras vegetais ao longo da vida. Constipação intestinal, diverticulose e câncer colorretal são problemas que surgem replica Rolex com o envelhecimento.A redução na frequência de atividades físicas é outro fator que contribui para a constipação intestinal.

Fígado, Pâncreas e Vias Biliares

O tamanho do pâncreas se reduz com a idade, mas isso quase não interfere em seu funcionamento. O fígado também reduz de tamanho e por consequência, a metabolização de algumas substâncias fica prejudicada. Este fato explica o aumento da incidência de efeitos colaterais de alguns medicamentos.

Como amenizar os efeitos do envelhecimento no sistema digestivo?

Não é clichê dizer mais uma vez que a alimentação equilibrada é a chave para um envelhecimento saudável. De fato, somos o que ingerimos. A redução no consumo de carboidratos processados não somente auxilia no controle do peso. Este tipo de alimento danifica totalmente a microbiota intestinal. O uso de carboidratos complexos, em equilíbrio com fibras, proteínas de boa qualidade e uma adequada hidratação minimiza este dano.

O câncer colorretal, uma doença que tem relação com o envelhecimento intestinal, é prevenido com medidas de adequação alimentar, sobretudo de fibras.

Exercícios físicos regulares são também pilares para um envelhecimento saudável.

Importante ressaltar, os cuidados com a saúde não devem se iniciar tardiamente. Estas medidas devem ocorrer ao longo da vida, desde sempre, de preferência ao nascer. Prevenção sempre será o melhor remédio. Procure sempre um profissional capacitado para uma orientação mais individualizada.

Câncer x Alimentação

Uma má alimentação é considerada a segunda causa de câncer que pode ser prevenida. No Brasil, cerca de 20% dos casos são causados por maus hábitos alimentares. Uma alimentação rica em vegetais e pobre em alimentos ultraprocessados, como aqueles prontos para consumo ou prontos para aquecer e bebidas açucaradas, podem prevenir de 3 a 4 milhões de casos novos a cada ano no mundo.

Há alimentos que curam o câncer?

O fato é que nenhum alimento tem o poder de curar o câncer, seja ele de que tipo for e em que estágio estiver. Há alimentos com alto teor de antioxidantes, que são compostos auxiliares a saúde corporal e que tem um poder de prevenir doenças. Exemplos comuns e acessíveis: limão, gengibre, curcuma, canela e pimentas.

Peso Corporal Influencia no Surgimento do Câncer?

Sobrepeso, obesidade e o ganho de peso na fase adulta Fake watches estão associados a cânceres no esôfago, estômago, pâncreas, vesícula biliar, fígado, intestino grosso, rins, mama, ovário, endométrio, meningioma, tireóide, miolema múltiplo, próstata e linfoma difuso de grandes células B. Ou seja, quase todos os tipos.

Tudo isso acontece pois o tecido gorduroso gera uma intensa inflamação no corpo. Tal inflamação pode causar danos e mutações em células, o que aceleraria o surgimento da doença.

Mitos e Verdades

Há muitos mitos e verdades sobre a relação da alimentação com o câncer. Listei abaixo os top 10, de acordo com dados apresentados pelo INCA (Instituto Nacional do Câncer).

Verdades:

Mitos:

  • MITO: consumir alimentos aquecidos no aparelho de microondas causa câncer. Isso não foi comprovado, já que estas microondas não alteram a estrutura molecular dos alimentos.
  • MITO: alimentos curam o câncer. Nenhum alimento replica watches cura o câncer. O consumo regular de fibras e evitar o de alimentos ultraprocessados previne o surgimento de diversos tipos de cânceres.
  • MITO: o consumo de carne vermelha causa câncer. Não, o consumo de carne vermelha não causa câncer, desde que seja inferior a meio quilo por semana. O preparo também influencia. Carnes tipo churrasco, tem compostos chamados nitrosaminas, que tem relação com certos tipos canceres.
  • MITO: suplementos alimentares tipo polivitamínicos previnem o câncer. Não, não previnem. O consumo indiscriminado e sem indicação médica, pode gerar certos transtornos a saúde.
  • MITO: adoçantes causam câncer. Isso não foi comprovado em humanos, somente em animais. A recomendação é o consumo moderado de adoçantes de fontes naturais tipo estévia e taumatina. Agora, pense um pouco em saborear o alimento, não adicione açúcar ou adoçante.

E a maior verdade, informe-se sempre, estude, não mantenha dúvidas. Consulte sempre o seu médico e se oriente a melhor forma possível. A sabedoria nos traz paz e serenidade, o conhecimento previne doenças, lembre-se disso.

Diverticulite ou Diverticulose?

A diverticulite é a inflamação de divertículos intestinais. Estes divertículos são pequenas bolsas ou sacos na parede intestinal, que surgem em pontos de maior fragilidade, geralmente replica watches UK onde os vasos de sangue que irrigam o intestino se inserem.

A diverticulose colônica é um mal que surge devido ao processo de envelhecimento natural do intestino. É importante diferenciar diverticulite aguda e diverticulose.

Como diferenciar diverticulite de diverticulose?

A diverticulite é uma inflamação de um ou mais divertículos. Ela se Rolex replica watches caracteriza por dor abdominal contínua, geralmente do lado esquerdo, prostração e febre.

A diverticulose  é um conjunto de divertículos no intestino. Ela pode não ter sintomas ou então cursar com dores abdominais intermitentes sem associação com febre.

Como proceder diante da suspeita de diverticulite?

O paciente com suspeita de diverticulite aguda deve procurar de imediato um pronto atendimento. Pacientes mais jovens, sem comorbidades tipo diabetes, hipertensão ou obesidade, e com sintomas brandos, podem ser tratados em casa, mas devem ser reavaliados periodicamente. Em casos mais graves, a internação hospitalar é indicada.

Alimentação e Mitos

A principal forma de prevenção da diverticulite aguda é evitar o surgimento destes divertículos e por isso é tão importante abordar as formas de prevenir a diverticulose colônica.

Uma alimentação equilibrada que preconiza a utilização de fibras alimentares de forma regular e em quantidades suficientes por dia, pode evitar o surgimento dos divertículos. A hidratação é fundamental pois dietas ricas em fibras, mas pobres em líquidos, podem cursar com distensão abdominal por gases e constipação, fatores estes que poderiam inclusive precipitar o surgimento de divertículos.

Boas fontes de proteína (peixes e ovos) e de carboidratos (alimentos integrais), também são formas de prevenção da diverticulose. O sobrepeso e a obesidade são patologias que lentificam o funcionamento intestinal. Além disso, enfraquecem precocemente sua parede e podem predispor ao surgimento de divertículos.

A ingestão de sementes sempre foi proibida em pacientes com diverticulite e diverticulose. Acreditava-se que, por não serem digeridas pelo trato digestivo, poderiam entrar replica watches num destes divertículos e ocasionar ou piorar a inflamação. Novos estudos mostram tratar-se de um mito. Pacientes que têm diverticulite ou diverticulose podem e devem ingerir sementes. As sementes são fontes de fibras e micronutrientes que contribuem para o bom funcionamento intestinal. O incentivo a uma efetiva mastigação deve ser feito nestes pacientes para um maior aproveitamento destas fibras.

Atividade Física

A prática de exercícios físicos tem função preventiva, além de manter um peso saudável, contribui para o regular funcionamento intestinal.

Mensagem Final

Uma alimentação equilibrada e individualizada de acordo com as necessidade nutricionais de cada indivíduo associada à prática regular de exercícios físicos, são fatores que previnem o surgimento de divertículos e, consequentemente, da diverticulite.

Hidratação, fibras alimentares (incluindo as sementes), boas fontes de proteínas e de carboidratos complexos são indicados. Dietas ricas em gorduras saturadas, alimentos processados (carboidratos simples), sódio em excesso e sedentarismo são fatores que devem ser banidos.

Gastrite: alguns esclarecimentos

A gastrite é a inflamação da parede do estômago. Referir-se aos sintomas de má digestão, dor no estômago, azia ou queimação como gastrite não é de todo correto. O termo replica watches UK mais adequado a se utilizar é dispepsia. No entanto, como já é de hábito utilizar tal terminologia, podemos seguir dessa forma.

Classificação da Gastrite

As gastrites se subdividem em dois grandes grupos:

gastrite erosiva é mais grave e consiste na inflamação e corrosão do revestimento gástrico.

gastrite não erosiva é caracterizada por alterações no Breitling replica revestimento gástrico que variam de desgaste (atrofia) até a transformação do tecido gástrico em outro tipo de tecido intestinal (metaplasia).

Causas

Há inúmeras causas para a gastrite, a mais comum é a má alimentação crônica. Dietas ricas em sódio e carboidratos simples são grandes causadores.

A primeira víscera que está quase que diretamente ligada ao ambiente externo é o nosso estômago. Ou seja, situações de estresse, ingestão de alimentos de má qualidade nutricional geram sintomas desconfortáveis gástricos.

Ela não ocorre por aumento da acidez gástrica. Na verdade o ácido gástrico tem funções importantes em nosso organismo. Ele digere o alimento presente no estômago, inativa replica watches germes nocivos ao intestino e atua sobre o equilíbrio da microbiota intestinal. As gastrites ocorrem principalmente devido a uma lesão na barreira de muco que protege a mucosa gástrica.

Outras causas correlacionadas a gastrite são:

  • Medicamentos: AAS ou antiinflamatórios
  • Infecções:H.pylori
  • Doenças Inflamatórias: D. de Crohn e radiações

Complicações

A gastrite é um doença benigna que tende a se resolver após o tratamento das patologias de base, correção da alimentação e o uso temporário de medicamentos antiácidos ou redutores de acidez.

Quando não tratada de forma adequada, pode evoluir para úlceras. Com o advento dos inibidores de bomba de prótons (IBP) é rara a perfuração destas úlceras.

Certos tipos de gastrite, sobretudo as denominadas atróficas, cursam com anemia. O estômago, além do ácido, secreta uma substância chamada “Fator Intrínseco” que auxilia na absorção de vitamina B12 no intestino delgado.

Uma pequena porcentagem das pessoas com gastrite atrófica desenvolve metaplasia. Em uma porcentagem ainda menor de pessoas, a metaplasia pode conduzir replica Rolex ao desenvolvimento de câncer de estômago. Nestes casos, acompanhamento gastroenterológico e endoscópico periódico é fundamental.

Tratamento

O paciente com gastrite é tratado com uma dieta saudável. Evitar alimentos ricos em sódio é o principal. Reduzir consumo de carboidratos simples, gorduras saturadas e aumentar o consumo de fibras também são medidas a serem adotadas.

O uso de medicação antiácida ou redutores da secreção de ácido gástrico pode ser instituído como medida terapêutica. Lembrando que este paciente deve ser muito Rolex replica bem orientado sobre o tempo limitado de uso destes medicamentos. Caso haja a necessidade de prolongamento deste uso, reavaliações clínicas periódicas devem ser feitas.

A regra de ouro na tratamento é deixar claro  que gastrite se trata com uma alimentação saudável, associada ou não ao uso de medicamentos. O uso prolongado destes medicamentos não é recomendado. Consulte sempre um gastroenterologista para uma clara orientação de tratamento e acompanhamento.

Adoçantes: o que é mito e o que é verdade?

Os substitutos do açúcar, mais conhecidos como adoçantes, tornaram-se muito populares e são opções dietéticas auxiliares no controle de doenças como diabetes e obesidade. Há muitos mitos acerca destes produtos, grande parte das vezes disseminados com objetivo difamatório.

Os adoçantes subdividem-se em dois grandes grupos. O primeiro, os não nutritivos, são os edulcorantes, caracterizados por dulçor intenso, utilizados em pequenas quantidades. Em segundo, os nutritivos, que podem substituir o açúcar em dulçor e conferir algum valor calórico ao alimento.

 

Tabela de Adoçantes aprovados no Brasil

Adoçantes Não Nutritivos Kcal/g Adoçantes de Corpo Nutritivos Kcal/g
Acessulfame-K 0 Sorbitol 2,6
Aspartame 4* Manitol 1,6
Taumatina 4* Xilitol 2,4
Neotame 0 Eritritol 0,2
Ciclamato 0 Isomaltitol 2,0
Sacarina 0 Lactitol 2,0
Esteviosídeo 0 Maltitol 2,1
Sucralose 0

* Contribuição calórica desprezível pela pequena quantidade usada em alimentos e bebidas

 

Adoçantes Intensos (Não nutritivos)

Sacarina

É o mais antigo dos edulcorantes, sendo um produto sintético cujo dulçor é 200 a 700 vezes maior ao do açúcar.  Por algum tempo, a sacarina foi considerada como agente causador de câncer de bexiga em estudos experimentais com ratos. No entanto, avaliações mais recentes mostraram que isto se deve a uma interação do produto com fatores inerentes ao próprio animal. Após estas análises, seu uso foi liberado para consumo humano.

Ciclamato

Outro adoçante sintético que tem dulçor de 30 a 50 vezes maior que o da sacarose. Estudos demonstram que o ciclamato não é cancerígeno por si só. O ciclamato não é metabolizado pela maioria das pessoas, no entanto, quem o metaboliza gera produtos extremamente tóxicos. Alguns países liberaram o consumo do ciclamato. Já outros não permitem o seu consumo isolado, e nem como aditivo de alimentos ou formulações com adoçantes. Geralmente ele é associado a sacarina, para se mascarar o seu sabor residual metálico.

Aspartame

É um adoçante sintético metabolizado em ácido aspártico e fenilalanina.  Por isso seu consumo é contraindicado em indivíduos com fenilcetonúria, doença genética caracterizada pela incapacidade de metabolização da fenilalanina. Nenhum estudo comprovou sua associação com câncer. No entanto, recomenda-se que não seja aquecido longamente, devido a geração de composto instáveis.

Acessulfame-K

Adoçante sintético que não é metabolizado pelo organismo humano. Seu dulçor supera em 200 vezes o do açúcar. Pode ser aquecido a temperaturas de até 200 graus. Nenhum estudo até hoje verificou a associação de seu uso com o surgimento de câncer.

Sucralose

É uma molécula que tem cloro na sua composição e por tal motivo veiculou-se que teria efeitos nocivos, assemelhando-se ao de pesticidas. No entanto, outras moléculas tem cloro em sua composição e nunca tiveram nenhuma correlação com efeitos tóxicos de pesticidas. Um exemplo comum é o próprio sal de cozinha. A sucralose, portanto, tem consumo liberado, variando seu dulçor entre 400 a 800 vezes em comparação com o da sacarose.

Taumatina

A taumatina é um edulcorante retirado de plantas do oeste africano. Ela não é tóxica, podendo ser consumida com segurança. O grande problema deste adoçante é a limitação em obtê-lo de suas fontes naturais.

Neotame

O neotame é um edulcorante formado por aminoácidos presentes no aspartame. Chegou-se a veicular que o neotame teria algum efeito tóxico sobre o sistema nervoso central, no entanto, tal afirmação em momento algum foi confirmada em algum estudo. Concluiu-se tratar de uma inverdade difamatória sobre o produto.

Glicosídeos do esteviol

Folhas de um planta chamada Stevia rebaudiana bortoni deu origem a este adoçante. Inúmeros estudos comprovam a segurança deste produto. Seu dulçor chega a 300 vezes o do açúcar.

 

 

Adoçantes Nutritivos (Poliois ou Agentes de Corpo)

Essa classe especial de substitutos do açúcar, são carboidratos curtos e que possuem baixo índice glicêmico. Por tal motivo são recomedados para controle de peso e de glicemias.

Muitos destes produtos são extraídos de frutas, como por exemplo o eritritol e xilitol. O lactitol é produzido através de reações enzimáticas sobre a lactose.  O manitol e o sorbitol podem ser encontrados na cebola, aipo, beterraba, azeitonas, figo, cogumelos e algas.

 

Afinal, adoçantes são seguros?

Um grande estudo que foi recentemente publicado conclui que não há evidências para se afirmar que os adoçantes estão relacionados ao risco de se ter algum tipo de câncer.

A vantagem dos adoçantes é que eles tornam, no mínimo, factível a realização de uma dieta para indivíduos que precisam perder peso. O melhor, na verdade, é se utilizar do sabor do próprio alimento, não se adicionando açúcar ou adoçantes, já que estes mascaram o seu real sabor.

É sempre bom ressaltar a importância da avaliação de um profissional em terapia nutricional. O embasamento em ciência e a promoção de uma nutrição coerente, individualizada e prazerosa são os objetivos primordiais.

Intolerância a Lactose e Alergia ao Leite

A intolerância a lactose e a alergia ao leite, embora sejam causados pela ingestão do leite, são duas patologias completamente diferentes. É por isso que muita gente confunde e acaba denominando erroneamente o problema.

 

Intolerância a Lactose

A intolerância a lactose é causada pela deficiência ou total ausência da enzima lactase no intestino. A lactose (leia mais no artigo sobre FODMAP)  é o carboidrato do leite. A ação da lactase é quebrar a lactose em glicose e galactose, para sejam absorvidos pela mucosa intestinal.

A intolerância a lactose pode ser de três tipos:

  • Congênita: condição rara em que o paciente nasce sem produzir lactase;
  • Primária: perda progressiva da lactase ao longo da vida;
  • Secundária: deficiência da lactase associada a alguma lesão da mucosa intestinal, que se resolve após o tratamento desta lesão. Ex.: doença celíaca ou doença de Crohn.

Os sintomas mais comuns são cólica, diarreia e gases. Acontecem em minutos ou horas após a ingestão do leite de vaca.

O diagnóstico é clínico, ou seja, o relato de sintomas desencadeados após a ingestão de leite de vaca e a sua resolução após a sua suspensão é suficiente para se estabelecer o diagnóstico.

Pode-se lançar mão do uso da dosagem de glicose após ingestão de lactose, ou mesmo, a medida de hidrogênio expirado após se ingerir a lactose. Importante ressaltar que todas estas medidas devem ser orientadas e acompanhadas pelo médico.

O tratamento consiste na suspensão de alimentos que contenham lactose. O uso da enzima lactase é indicado somente antes de o paciente intolerante ingerir intencionalmente leite de vaca ou derivados.

 

Alergia ao Leite

A alergia ao leite, ou melhor, alergia a proteína do leite de vaca (APLV) é uma hipersensibilidade a proteína do leite, a caseína. O sistema imunológico inicia uma reação exagerada ao ser exposto a essa proteína. É uma situação comum quando crianças são expostas ao leite de vaca muito precocemente.

Os sintomas variam de acordo com o sistema acometido:

  • Digestivo: vômitos, cólicas, diarreias, dores abdominais, prisão de ventre, presença de sangue nas fezes e refluxo;
  • Cutâneo: urticária e dermatite atópica de moderada à grave;
  • Respiratório: asma e rinite.

Podem ocorrer um ou mais desses sintomas na mesma hora ou dias após a ingestão do o leite de vaca.

O diagnóstico é apenas confirmado quando o paciente pára de ingerir o leite e os sintomas desaparecem. Alguns testes, como a dosagem sérica do IgE específico podem até ser feitos, mas não são muito precisos.

O tratamento da APLV é a total suspensão. Uma opção, já crescente no Brasil, é o uso de leite de vaca tipo A2. A maioria dos leites de mercado contém tanto a proteína beta-caseína A1 quanto a A2. A A1 é responsável pela maior parte das APLV. A diferença está no DNA dos bovinos: há raças que produzem apenas A1, animais que têm ambas e aqueles que produzem exclusivamente A2.

 

Orientações Alimentares

O leite é uma fonte acessível e barata de proteínas e também de cálcio. Estes são importantes nutrientes para músculos e ossos. A utilização de outras fontes de proteínas são indicadas, como por exemplo o ovo. Vegetais escuros, assim como alguns grãos, como a chia, são importantes fontes de cálcio.

Outra recomendação importante, é o fato de se evitar a ingestão de alimentos que contenham leite de vaca para bebês.

Para quem tem intolerância, há no mercado opções de queijos, iogurtes e diversos outros na versão sem lactose.  Ressaltando que no alérgico, o leite não deve ser ingerido sob nenhuma forma.

Procure sempre um médico para realização de toda esta avaliação em caso de suspeita. Lembrando que este, ou qualquer outro artigo, não substitui uma consulta médica. A conversa com o paciente, um bom exame físico e exames complementares, quando indicados, são ferramentas indispensáveis a uma boa terapêutica.

A obesidade é uma doença grave?

A obesidade, por definição, é uma doença crônica caracterizada pelo replica watches excesso de tecido gorduroso acumulado no organismo.  A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica a obesidade baseando-se no índice de massa corporal (IMC) definido pelo cálculo replica Rolex do peso corporal, em quilogramas, dividido pelo quadrado da altura, em metros quadrados (IMC = kg/h2(m)). A obesidade é caracterizada quando o IMC encontra-se acima de 30 kg/m2.

O IMC é falho para se definir classificações de adequação de peso, já que alguns indivíduos tem peso excessivo devido a preponderância da massa muscular. Outros, mesmo com o peso normal, tem uma quantidade percentual de gordura corporal elevada.

Qual a gravidade da obesidade?

Há alguns anos, não sabíamos, ou mesmo não atentávamos, que o excesso de gordura corporal não causava apenas um aumento no peso, mas uma série de alterações no metabolismo corporal. Houve uma época que o excesso de peso corporal era associado a saúde.

A obesidade, de fato, é uma condição de risco nutricional. Geralmente estes indivíduos ingerem alimentos ricos em carboidratos simples,  no entanto, deficientes em proteínas,  vitaminas, fibras e micronutrientes.

Hoje é bem claro que não existe obeso saudável. Toda condição de obesidade implica em riscos. Por tal motivo e pela crescente incidência, considera-se como um problema de saúde pública. Cerca de 20% da população brasileira é obesa.

São vários os distúrbios causados pela obesidade:

  • Doenças cardiovasculares: hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, doença cérebro-vascular, trombose venosa profunda;
  • Doenças endócrinas: diabetes mellitus tipo II, dislipidemia, hipotireoidismo, infertilidade;
  • Distúrbios respiratórios: apneia obstrutiva do sono, doença pulmonar restritiva);
  • Distúrbios gastrointestinais: hérnia de hiato, doença do refluxo, cirrose, esteatose e colecistite;
  • Distúrbios dermatológicos: estrias e papilomas;
  • Distúrbios músculos-esqueléticos: como osteoartrose e defeitos posturais;
  • Neoplasias: câncer de mama, próstata, estômago ou cólon;
  • Distúrbios psicossociais: sentimento de inferioridade e isolamento social;
  • Aumento do risco cirúrgico e anestésico;
  • Diminuição da agilidade física.

Síndrome Metabólica

A sídrome metabólica representa um grupo de fatores de risco cardiometabólico que incluem a obesidade abdominal, aumento da pressão arterial, da glicemis de jejum e triglicerídeos, com redução do HDL (o bom colesterol). Esta síndrome  está associada a uma maior incidência de doenças cardíacas tais com infarto, além de uma maior mortalidade.

A obesidade abdominal tem uma correlação forte com o risco de diabetes. Estudos mostram que diabetes, doenças arteriais, sedentarismo, dietas ricas em carboidratos, aumentam o risco da síndrome metabólica.

Redução de peso, intervenções sobre o estilo de vida, sobretudo cessação do tabagismo e atividade física regular, correlacionam-se significativamente com a melhoria da síndrome metabólica.

Obesidade e Custos

O impacto para o sistema de saúde é expressivo. O Brasil gasta cerca de R$ 16,9 bilhões por ano com tratamentos de problemas relacionados à obesidade, como asma, hérnia de disco e distúrbios cardiovasculares.

Os números reunidos pelo Ministério da Saúde mostram que os efeitos da obesidade já são sentidos. O diabetes, por exemplo, cresce de forma expressiva. Entre 2006 e 2017, os registros subiram 49% entre a população de 25 a 34 anos. Com isso, os gastos tendem a se acentuar ainda mais.

Conclusões

É fato que a obesidade é uma doença crônica grave e que precisa ser tratada de imediato. A abordagem deve ser multidisciplinar e a equipe deve estar plenamente engajada no processo de tratamento do paciente. Terapia nutricional e medicamentosa deve ser instituída.

A cirurgia de redução do estômago, chamada também de cirurgia metabólica, deve ser oferecida ao paciente no momento correto. Toda a implicação de riscos e benefícios deve ser aclarada. O acompanhamento nutricional pré operatório deve ser instituído o mais precocemente possível, para que o sucesso do procedimento seja alcançado e o reganho de peso pós-operatório evitado.

A assistência psicológica é fundamental. É importante que sentimentos de derrotismo, vitimização e inércia sejam profundamente explorados e tratados. Expressões pejorativas, apologias ou condenações devem ser taxativamente evitadas.

O paciente deve ser empoderado e incluído totalmente no processo. Deve ser salientado ao mesmo que o processo de cura está em suas mãos.

E sempre a velha máxima deve ser repetida, o melhor tratamento é a prevenção. Atenção as dietas de transição que são oferecidas após o desmame (que deve ser feito no tempo correto), atividade física regular e desde sempre e uma alimentação saudável, isenta de alimentos processado são medidas preventivas pertinentes e eficazes.

IBP: medicamentos seguros ou não?

O omeprazol, pantoprazol, rabeprazol e outros, são medicamentos replica watches conhecidos como inibidores de bomba de prótons (IBP). Eles constituem a principal opção na terapia medicamentosa para as doenças úlcero-pépticas. Por isso estes medicamentos são vastamente utilizados devido a alta prevalência destas doenças entre a população.A grande preocupação é que estes medicamentos tem sido utilizados de forma indiscriminada. O risco de efeitos adversos é baixo, no entanto, algumas preocupações sobre a segurança na terapia prolongada com IBP tem recebido destaque.

Osteoporose

Os IBP têm sido implicados no desenvolvimento de osteoporose replica Omega ou fraturas. O que se especula é que há um prejuízo na absorção de cálcio e defeitos na atividade osteoclástica (célula que remodela o osso). Isso ocorre pois a maior parte do cálcio dietético se encontra na forma de sais insolúveis, e a sua solubilidade depende parcialmente da acidez gástrica.

Os estudos não são conclusivos sobre tais efeitos pois sua metodologia é questionada muitas vezes. Mesmo assim, é prudente evitar seu uso durante períodos prolongados em alguns pacientes com osteoporose.

Hipomagnesemia

Hipomagnesemia grave associada ao uso de IBP é uma condição rara. A prevalência real da hipomagnesemia leve e assintomática é desconhecida. O mecanismo exato através do replica watches UK qual os IBP induzem hipomagnesemia ainda não está elucidado. Na hipomagnesemia relacionada com o uso de IBP, a absorção intestinal de magnésio se encontra prejudicada. Por isso, atualmente se sugere a dosagem do nível de magnésio basal durante o uso do IBP.

Infecção intestinal

A acidez gástrica é um mecanismo de defesa importante contra infecções intestinais. Diversos estudos relataram a associação entre uso de IBP e diarreia aguda infecciosa por Salmonella, Campylobacter jejuni e, em especial, por Clostridium difficile, patógeno responsável por diarreias graves em pacientes hospitalizados em uso de antibióticos.

Os estudos não são conclusivos. Enquanto não surgem dados mais confiáveis, é prudente evitar o uso indiscriminado especialmente nos imunodeprimidos e doentes crônicos no ambiente hospitalar. A suspensão do IBP deve ser considerada nos casos de infecções intestinais graves ou recorrentes.

Pneumonia

O uso de IBP pode aumentar o risco de pneumonia adquirida na comunidade, pois supressão da acidez pode facilitar a proliferação excessiva de bactérias não H. pylori no suco gástrico e duodenal. Tais alterações podem estar associadas a microaspirações e colonização pulmonar. A supressão ácida também parece interferir em algumas funções imunológicas.

Deficiência de vitamina B12 e de ferro

A absorção da vitamina B12 depende da acidez gástrica. Neste caso a sua supressão reduz a absorção desta vitamina. A acidez gástrica também facilita a absorção de ferro. A deficiência causada ocorre devido à redução da acidez gástrica que a droga promove.

Segurança em gestantes

Refluxo e queimação são sintomas comuns na gestação. Estudos recentes revelarem alguma segurança sobre o uso de IBP durante a gestação. Mas o uso destas drogas deve preferencialmente ser reservado a pacientes gestantes refratárias às demais medidas comportamentais e dietéticas.

IBP e câncer gástrico

A relação entre o uso prolongado de IBPs e o desenvolvimento de câncer no aparelho digestório é controverso. Consensos Brasileiro e Europeu recomendam a erradicação do H.pylori em pacientes que irão fazer uso crônico do IBP.

Conclui-se que, até o momento, não há uma evidência convincente e definitiva que esclareça a relação direta do uso do IBP e de surgimento de câncer gástrico.

IBP e cirrose

Os IBP são muito utilizados em pacientes com cirrose. Recentemente, têm sido descritas complicações infecciosas, como peritonite bacteriana espontânea (PBE). Isso ocorre provavelmente em razão do aumento da colonização bacteriana tanto no estômago como no intestino delgado pela perda da função protetora do ácido clorídrico sobre o crescimento bacteriano.

Demência

Estudos em animais tem mostrado uma associação do IBP com demência. Foi verificado o aumento de substância amiloide nos cérebros destes animais, o que explicaria tal fato. Ainda são necessários mais estudos acerca disso, sobretudo em humanos.

O que podemos tirar de lição deste achado é sempre rever a indicação do IBP em indivíduos idosos que, muitas vezes, utilizam longamente e de forma não indicada tal medicação.

IBP, antiinflamatórios e úlcera

Há uma premissa de que pacientes que utilizam antiinflamatórios por longos períodos tem a indicação de utilizar os IBPs pois previnem o surgimento de gastrites, úlceras e hemorragia.

O que deve ser considerado, no entanto, é se há indicação real deste antiinflamatórios. Deve-se estabeler o período correto de uso deste medicamento.  Pacientes com mais de 65 anos, que fazem uso de corticoides, outros antiinflamatórios e anticoagulantes e com passado de úlcera e hemorragia têm indicação do uso quando três ou mais destes fatores estão presentes.

Conclusão

Apesar de os riscos de complicações com o uso prolongado dos IBP serem baixos, eles existem e podem ser graves. O uso destes medicamentos jamais deve ser indiscriminado e sua indicação cuidadosamente ponderada.

A premissa de que o uso de qualquer medicamente deve ser monitorado por médico é também válida para o IBP. Questionar o porquê do seu uso prolongado é fundamental e evita complicações.

Esofagite Eosinofílica: o que é e como diagnosticar

A esofagite eosinofílica é uma doença que, apesar de replica watches UK ainda pouco discutida, tem sido cada vez mais reconhecida. Pode surgir em qualquer idade, sobretudo em crianças e adultos jovens, sendo mais comum em homens.

É caracterizada por uma inflamação na mucosa do esôfago causada por uma célula chamada eosinófilo, por isso a denominação “esofagite eosinofílica”. Ainda tem uma Breitling replica watches causa incerta, mas a hipótese de alergia alimentar continua sendo a mais aceita.

Quando suspeitar da esofagite eosinofílica?

É uma patologia de difícil diagnóstico pois os seus sintomas se confundem com os da doença do refluxo gastroesofágico. A principal forma se suspeitar é quando o paciente passa a se queixar de forma recorrente de uma sensação de impactação alimentar no esôfago. Como se ele estivesse obstruído ou mais popularmente “entalado”.

É muito comum sua a associação com asma, dermatites, rinites e eczema, pois todas estas são doenças alérgicas.

Diagnóstico

Um fato comumente observado na esofagite eosinofílica, e que também leva a suspeição desta doença, é a falta de resposta quando se adota medidas antirrefluxo. Pacientes replica Breitling watches que seguem as orientações dietéticas e fazem uso da medicação supressora da acidez gástrica e não obtém resposta clínica, são fortes candidatos a portar a esofagite eosinofílica.

Na esofagite eosinofílica é obrigatória a realização de uma endoscopia digestiva alta com biopsia de esôfago. Nesta biopsia são encontrados os eosinófilos, além de alterações inflamatórias ocasionadas pelos mesmos.

Testes de alergias alimentares são recomendados quando para se definirem possíveis gatilhos alimentares. Alternativas incluem os testes epidérmicos, o exame radioalergoadsorvente (RAST) ou a eliminação dietética.

Eliminação Dietética na Esofagite Eosinofílica

Alguns alimentos suspeitos ou chamados de “gatilhos” devem ser eliminados em grupos ou isoladamente como parte do tratamento da esofagite eosinofílica. Os mais comumente envolvidos na esofagite eosinofílica são as castanhas, o amendoim, leite, ovos, soja, trigo ou crustáceos.

Via de regra, há quatro tipos de dietas restritivas em casos de alergias alimentares.

  • Dieta 1: sem carne vermelha, suína, aves, leite, centeio ou milho
  • Dieta 2: sem carne vermelha, cordeiro, leite ou arroz
  • Dieta 3: Sem carne de cordeira, aves, centeio, arroz, cereais, milho ou leite
  • Dieta 4: Uso de fórmulas elementares a base de aminoácidos, indicadas para casos mais graves.

Tratamento

Mudanças dietéticas são fundamentais e devem ser indicadas em todos os casos de pacientes com esofagite eosinofílica.  Sabe-se que o refluxo gastroesofágico pode desencadear os sintomas, por tal motivo deve-se orientar uma dieta antirrefluxo e medicação supressora de acidez gástrica.

O uso de corticoide tópico é indicado em casos de pacientes sintomáticos, principalmente com impactação alimentar. O tempo de administração da medicação é longo e deve ser determinado conforme a resposta clínica.

Pacientes que têm estenose (estreitamento) esofágica podem precisar de dilatação utilizando balão esofágico. Nestes pacientes a manifestação mais comum é a disfagia baixa, ou seja, sensação de que o alimento pára no esôfago.

A questão principal na esofagite eosinofílica é o seu diagnóstico precoce. O tratamento o quanto antes instituído previne complicações e diminui a morbidade desta patologia. Este artigo não tem a função de substituir a presença de um profissional. Nunca é demais lembrar que, em caso de suspeita de esofagite eosinofílica,  deve-se procurar de imediato o acompanhamento de um gastroenterologista.